Falta de infraestrutura prejudica produtores de soja de MT

Com a agricultura veio o crescimento e aos poucos foram surgindo vilas e cidades. Confresa, por exemplo, tem 21 anos e já conta com 28 mil habitantes.

O município de Querência é outro exemplo da força econômica da agricultura. Ele é um dos que apresentam o menor índice de habitantes no estado de Mato Grosso, são 15 mil pessoas vivendo em um território de 17 mil quilômetros quadrados e, por isso, o progresso local lida com uma situação difícil: a falta de mão-de-obra. A construção civil busca operários a todo instante.

A região também sofre com a precariedade das estradas. Outro problema são as pontes, algumas já ameaçam a cair.

Daqui a alguns meses, com o período intenso de chuvas, o movimento deve diminuir bastante, serão poucos os motoristas que vão se arriscar a passar pelas estradas cheias de lama e isso vai dificultar muito o escoamento da próxima safra de soja, que começa a ser colhida em janeiro. Mas mesmo com todas estas dificuldades, os produtores ainda acham que vale a pena investir na região por causa das possibilidades de transporte como a ferrovia, por exemplo.

“Nós precisamos que o Estado brasileiro e o estado de Mato Grosso invistam na infraestrutura da região nordeste porque o potencial é enorme tanto do ponto de vista de localização geográfica, quanto do ponto de vista de clima, de topografia e relevo”, explica Rui Prado, presidente da Famato.

Uma parceria firmada entre os produtores rurais e o governo de Mato Grosso deve garantir a pavimentação de 180 quilômetros de rodovias nos próximos dois anos.

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