Família relata indignação com exposição de empresária encontrada em Corolla; R$ 800 e celular desapareceram

Hematomas encontrados no rosto e braços, além de terra sob as unhas da empresária Andrea Canuto Tirapele Silva, 41 anos, são indicativos de ela possa ter sido morta por mais de uma pessoa após resistir ao ataque. Andrea desapareceu por volta das 7h da manhã de quinta-feira (30) pouco depois de chegar a frente do mercado de sua propriedade instalado nas imediações da fábrica da Coca-Cola. Seu corpo foi encontrado por volta das 13h, a cerca de um quilômetro do estabelecimento, na região da Passagem da Conceição. Andrea foi esfaqueada no peito e foi colocada no porta-malas de seu Corolla, nua. Familiares estão indignados com a veiculação das imagens da vítima. O crime ainda permanece um mistério.

O marido de Andrea, Jean Silva, contou à reportagem do Olhar Direito que ela carregava cerca de R$ 800 em sua bolsa, além de um aparelho celular. Porém, Jean considera estranho o fato da bolsa e documentos terem sido deixados no interior do veículo. ‘A chave do mercado também sumiu. Ela carrega ainda a chave da nossa casa, mas como o carro foi levado para perícia eu não sei dizer se ela está caída no interior do veículo’.

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apura o caso, mas considera a possibilidade de que as cédulas tenham sido furtadas porque os vidros do veículo estavam abertos e a bolsa no porta-luvas.

Ele acredita ainda que ela possa ter sofrido abusos. Ela foi encontrada nua, dentro do porta-malas de seu carro, um Corolla. “Como o corpo estava é muito estranho’. O corpo de Andrea foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) para ser submetido a necropsia. “É uma situação horrível”, lamentou.

Ele ainda declarou estar indignado com a situação considerando a exposição das cenas do local do crime. ‘Alguns sites chegaram a publicar as imagens dela. Qual o sentido nisso? Nós iremos entrar com uma representação’. Evandro Tirapele, único irmão da vítima, se mostrou também indignado com a veiculação das imagens da vítima nua.

“Ela era uma pessoa do bem. Feliz. Não tem nenhuma necessidade do que fizeram. Foi uma agressão, avaliou. Ele explicou que na manhã de quinta-feira, após a família receber a informação de que Andrea não havia aberto o mercado, começaram a ligar insistentemente ao aparelho celular dela, que sempre caia na caixa postal’.

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