Famílias optam por vida tranquila em comunidade rural de Mato Grosso

Comunidade é formada por cerca de 50 famílias.
Trabalhadores devem colher 450 mil sacas de milho e 930 mil sacas de soja.

Famílias de trabalhadores rurais optaram em se mudar para uma comunidade, a 140 quilômetros do município de Gaúcha do Norte, em busca de qualidade vida. A Comunidade Botuverá conta com serviços saúde e internet mesmo distante de centros urbanos.

Há 16 anos, Antônio Zanatto Junior foi trabalhar em uma fazenda próxima à comunidade. A família foi junto. Atualmente atua como coordenador de campo no local e se diz muito contente com a vida que leva. “Quando eu vim pra cá eu já namorava, casei aqui. Meu pai veio em seguida e no decorrer do tempo veio toda a família”.

A distância da cidade mais próxima não dificulta o acesso à educação. Isso porque, a um quilômetro da comunidade fica uma escola mantida pela prefeitura de Gaúcha do Norte. A unidade atende 160 alunos, da creche ao ensino médio.

As 50 famílias da Comunidade Botuverá contam ainda com o auxilio de duas enfermeiras num posto de saúde da comunidade. Jussara Carlos da Silva é uma delas.“A enfermeira trabalha com a prevenção e a promoçao da saúde aqui na comunidade. Os casos mais graves são encaminhados, com uma ambulância que nós temos, para Gaúcha do Norte”.

A energia é gerada para a comunidade por uma “mini-usina” hidrelétrica que funciona com a água desviada de um córrego. O produtor Vicente Bissoni afirma que esta foi a saída mais ecologicamente correta, uma vez que o uso de geradores poluía muito. “Até então, se trabalhava com o uso de geradores a diesel e então houve a necessidade de ter uma fonte mais limpa. O investimento foi alto, mas ao longo dos anos a gente sabia que seria sustentável e muito mais rentável”.

A preocupação ambiental também está presente na preservação da floresta, às margens das nascentes, as grandes plantações dividem espaço com reservas. Lá são plantadas árvores nativas como o Baru e o Ipê além de mudas de árvores frutíferas para atrair os animais silvestres

Este ano a fazenda Botuverá deve colher 450 mil sacas de milho e 930 mil sacas de soja. Números atribuídos à boa convivência dos trabalhadores. “Eles acabam formando uma grande família e há preocupação até em produzir, ter rentabilidade”, diz o produtor Vilmar Bissoni.G1.MT

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