FCO tem R$ 600 milhões para emprestar aos mato-grossenses

O Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) ainda tem R$ 600 milhões para emprestar aos mato-grossenses em 2012, diretamente ao setor produtivo, por meio de financiamentos a baixo custo, carência e longo prazo para pagamento. A informação foi repassada ao Olhar Direto pelo diretor de gestão de fundos da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), Cléber Ávila, durante visita a Sinop.

“O relatório gerencial de abril, que pegamos na última quinta-feira (30), apontou que do R$ 1,4 bilhão disponível ao setor produtivo de Mato Grosso em 2012, foram emprestados R$ 800 milhões, restando R$ 600 milhões a emprestar no decorrer do ano”, falou Cléber.

O FCO tem juros de 6,75% até 10% ao ano, dependendo do porte do tomador do empréstimo. Os empreendedores com maior renda pagam taxas mais altas e os de menor porte financeiro são beneficiados com juros menores. A maioria dos empréstimos aos agricultores, por exemplo, é feita com taxa de 6.75%.

Os prazos geralmente são bastante longos e variam de acordo com a linha e a finalidade do financiamento. Há linhas em que o prazo de financiamento de investimento pode chegar a 20 anos, incluído o período de carência de até cinco anos.

“O teto de financiamento é de R$ 20 milhões por tomador, inclusive quando se tratar de grupo empresarial, grupo agropecuário, cooperativa de produção ou associação de produtores rurais”, informa Ávila.

O diretor da Sudeco comentou ainda que, desde o ano passado para cá, quando a superintendência foi reativada pelo governo federal, já foram emprestados mais de R$ 10 bilhões a captadores dos três Estados da região.

“Somente para Mato Grosso o volume de financiamentos do FCO chega a R$ 3 bilhões”, disse Cléber, aditivando ainda que 50% dos financiamentos são para o agronegócio e outra metade para o setor empresarial – indústria e serviços.

Ávila disse ainda que a Sudeco tem ampliado os meios para que o produtor rural ou o empresariado acesse os recursos no FCO. “Fizemos o FCO Itinerante para divulgar o fundo, credenciamos novos operadores, como o MT Fomento, ampliamos os recursos disponíveis para empréstimo por meio do Sicredi, além do Banco do Brasil ser o maior canal de acesso aos recursos. As empresas e os produtores rurais que desejarem iniciar, ampliar, modernizar ou relocalizar seus empreendimentos podem contar com a Sudeco”

A Sudeco também aporta recursos para governos e prefeituras investirem em obras. Do passado para cá foram investidos mais de R$ 300 milhões em Mato Grosso, entre recursos próprios e emendas parlamentares.

“Somente em Sinop são R$ 3 milhões para ampliação da rede de água, asfalto e em uma cooperativa para produção de mel”, finalizou Cléber Ávila.

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