Ferrovia Água Boa sedia última reunião técnica da FICO em Mato Grosso

Água Boa,  será a última cidade mato-grossense a receber a reunião técnica da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (FICO), obra que ligará esta unidade federada a Goiás. O encontro, com data definida para 14 de junho, ocorre na chamada fase de coleta de subsídios, quando entidades, produtores rurais e demais instituições podem contribuir com informações acerca do estudo de viabilidade desenvolvido pelo governo federal.

A etapa também antecede à audiência pública na qual serão detalhadas, por exemplo, os modelos contratuais, o caderno de obrigação da concessionária, os custos da obra. Estudos elaborados pela agência governamental mostram que o traçado de 1.065 km entre Lucas do Rio Verde (MT) a Campinorte (GO) deve consumir R$ 6,6 bilhões. O valor aplicado para construir cada quilômetro de linha férrea está avaliado em R$ 6,2 milhões.

Cuiabá e Lucas do Rio Verde, ambas em Mato Grosso, já sediaram os encontros sobre a ferrovia. Em todas as cidades equipes do governo têm apresentado as três opções de traçado da obra. A que tem a preferência contempla a extensão de mais de 1 mil quilômetros e com prazo de 38 meses para execução.>>>

“Contemplamos vários aspectos sociais, ambientais e econômicos, com uma alternativa mostrando-se mais interessante. Estamos prontos para colocá-la em licitação”, afirma Clauber Campello, especialista em regulação de transportes da ANTT.

As reuniões participativas são a última etapa em que diferentes setores ainda podem contribuir com sugestões e alterações no estudo. “Nas reuniões participativas a agência tem colhido informações se o estudo que fizemos está atendendo a demanda dos produtores, ou se há alguma detecção que não coletamos na fase de estudo”, considerou ainda Campello, em entrevista aoAgrodebate.

A ferrovia

Em Mato Grosso, a ferrovia passará por Lucas do Rio Verde, Sorriso, Nova Ubitarã, Paratinga, Gaúcha do Norte, Água Boa, Canarana, Nova Nazaré e Cocalinho.

Em Goiás, os trilhos cortarão os municípios de Aruanã, Nova Crixás, Pilar de Goiás, Santa Terezinha de Goiás, Nova Iguaçu de Goiás e Campinorte, onde a linha se interconecta com a Ferrovia Norte-Sul. Futuramente, a ferrovia vai se estender por Uruaçu (GO), Distrito Federal, Corinto (MG), Belo Horizonte e Campos (RJ).

A ferrovia será construída sob os moldes do novo marco regulatório para as ferrovias, resultando na quebra do monopólio na oferta de serviços ferroviários. Previsão é que pela FICO sejam escoadas 10 milhões de toneladas de cargas ao ano.

Isto porque com a introdução de um modelo de Parceria Pública Privada o governo federal contrata a construção, a manutenção e a operação da ferrovia. A Valec – estatal brasileira – compra a capacidade integral de transporte pelo modal, além de fazer a oferta pública da capacidade, assegurando o direito de passagem de trens em todas as malhas, buscando modicidade tarifária, como prevê o Plano Concessão do governo, lançado em agosto do último ano.

Desta forma, a venda de capacidade de ferrovias será feita pela Valec para usuários que quiserem transportar carga própria, operadores ferroviários independentes e concessionários de transporte ferroviário.

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