Fora de vez da disputa, Blairo desautoriza até grupo a incluir seu nome em pesquisa

Partidos da base dos governos Silval e Dilma terão mesmo de buscar outras alternativas para a disputa à sucessão estadual que não seja Blairo Maggi. Ninguém o convence a concorrer pela terceira vez ao Palácio Paiaguás, nem mesmo a presidente da República e o ex-presidente Lula. Para se ter ideia de que o ex-governador está mesmo fora do páreo, ele próprio desautorizou o núcleo que fomenta sua eventual candidatura a inclui-lo da pesquisa qualitativa que os 7 partidos situacionistas querem fazer para descobrir qual seria o melhor nome para a disputa majoritária.

Na semana passada, dirigentes do PMDB, PR, PSD, PT, PC do B, Pros e PP se reuniram pela primeira vez. Num discurso unificado, disseram que a prioridade seria ter Blairo como candidato a governador e revelaram que fariam uma pesquisa. Trata-se de estratégia. Dependendo do resultado, o que tende a apontar o senador em primeiro, o grupo buscará demovê-lo da ideia de ficar de fora. Entende que o ex-governador é o mais forte para contrapor o projeto da oposição que vem com tudo com o senador Pedro Taques (PDT).

O bloco deve procurar outros nomes. No PR há dois aspirantes a candidato, os ex-prefeitos Maurição Tonhá (Água Boa) e Cidinho dos Santos (Nova Marilândia). O PT continua sonhando com a filiação para entrar como concorrente o juiz federal Julier Sebastião e tem também o ex-vereador Lúdio Cabral. O PSD cita o vice-governador Chico Daltro.

Foco nos negócios

Blairo quer continuar senador, o que permite acompanhar de perto os negócios empresariais, embora não esteja mais dirigindo o Grupo Amaggi, do qual é um dos acionistas. A holding controla quatro divisões de empresas ligadas ao agronegócio e já está presente em outros países. O império faz de tudo (ou quase): do plantio, processamento e comércio de grãos, produção de sementes, reflorestamento, pecuária, venda de fertilizantes, geração de energia elétrica, administração portuária, transporte fluvial, exportação e importação. O grupo, com sede num prédio de cinco andares em Cuiabá, fatura US$ 3,7 bilhões por ano. Emprega 3,9 mil funcionários, incluindo nessa conta as quatro divisões do grupo, composto pela trading (Amaggi), por uma empresa de navegação (Hermasa), a divisão agro e a Maggi Energia e tem uma fundação criada em 1997, dedicada à prestação de serviço social.

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