Funai garante que não quer conflito por área da Suiá Missú e pede calma

(Na foto: Posto da Mata – Distrito de Estrela do Araguaia-MT) O clima de intranqüilidade e ameaça de derramamento de sangue entre índios xavantes e produtores rurais na região de Suiá Missú, pelo menos temporariamente, deve dar lugar à busca de entendimento. Esta é a mensagem que será levada aos mais de seis mil ocupantes da terra que está na iminência de ser desapropriada no Norte Araguaia para ceder lugar à reserva Maraiwatsede.

Um acordo começa a ser costurado entre o governo do Estado e a Fundação Nacional do Índio (Funai) através do qual o Estado cederá aos indígenas uma área de 250 mil hectares situada no Parque Estadual do Araguaia em troca da área de 165 mil hectares que está sendo ocupada pelas mais de seis mil famílias.

Para o presidente da Associação dos Produtores de Suiá Missú, Renato Teodoro, a proposta de permuta feita pelo governo do Estado é uma alternativa viável que poderá evitar mais tensão entre agricultores e indígenas.

“Tivemos um avanço importante no dia de hoje, porque a Funai aceitou analisar a proposta de permuta da área. Temos mais de 800 crianças na região. Transferir todas estas pessoas desta área é uma operação muito complicada”, alertou.

A presidente da Funai, Mari Marta Azevedo, garantiu ao governador Silval Barbosa (PMDB) que vai analisar a proposta de permuta e disse que o principal objetivo é abrir o diálogo com o governo estadual, a bancada federal, os indígenas e os produtores rurais.

“O importante neste momento é distencionar a região, evitar conflitos e retomar o diálogo. Por isso é importante este diálogo”, afirmou.

“O diálogo está aberto. Houve sensibilidade da presidente (da Funai) e da sua equipe. Acredito que a Funai tem como contribuir para evitar o conflito. Ninguém quer briga com índio”, ponderou Silval.

De Brasília – Vinícius Tavares – olhar 21

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