Funcionário denuncia Diretora da Unemat de Juara no MP por suposto assédio moral

Diretora da Unemat Campus de Juara Lisanil Patrocínio foi denunciada novamente no Ministério Público, desta vez por suposta prática de assédio moral contra funcionários da empresa terceirizada contratada pela universidade.
Após a divulgação da denuncia da acadêmica Adeliane Toma, a reportagem teve acesso a uma outra denúncia registrada no MP de Juara, protocolada pelo funcionário da empresa SELIGEL Cláudio Nunes, onde o mesmo narra em suas alegações, que foi contratado pela empresa SELIGEL para exercer a função de serviços gerais na área de limpeza externa no pátio do campus , mas que de forma inocente acabou exercendo varias outras funções alheias a sua real obrigação.
Claudio cita na denúncia que ao tomar conhecimento de seus direitos, não mais exerceu outras funções quando a Diretora Lisanil lhe determinava e que a mesma, não ficando satisfeita, teria ligado na empresa SELIGEL onde teria denegrido sua imagem com difamações visando desmoraliza-lo.
Na denúncia consta ainda, que a partir de então, a Diretora Lisanil teria iniciado uma conduta de opressão contra os trabalhadores da empresa terceirizada, como por exemplo, “obrigando a zeladora a se portar como cozinheira, fazer café, bolinhos, trabalhar em eventos da Unemat em período noturno” e ainda, teria combinado uma delas para que realizasse faxina em sua casa, orienta-a que caso alguém desse falta, que justificasse a ausência por motivos particulares.
Outro caso narrado pelo denunciante é quanto a Diretora teria ordenado um dos funcionários a pintar uma escola municipal Escola Agrícola, que fica fora do Campus e sempre imputando aos tais funcionários, a pecha de “incompetentes e irresponsáveis”, segundo a denuncia.
No dia 19 de dezembro de 2012 numa reunião, Lisanil comunicou sobre as ações que tomaria quanto aos funcionários terceirizados da empresa SELIGEL e que mantem a determinação da troca de funções e destacando que a desobediência desencadearia advertências e demissões por justa causa.

Em entrevista, o autor da denuncia Cláudio Nunes explicou que nunca deixou de atender aos pedidos da Diretora Lisanil, mas que quando os pedidos para exercer trabalhos particulares então houve um confronto com a coordenadora com ofensas e que ele acredita que mais tarde será esclarecido. Ele disse ainda, que decidiu fazer a gravação de uma das últimas reuniões, porque era preciso documentar os fatos e que depois dessa reunião do dia 19 de dezembro, a diretora Lisanil realizou apenas reuniões particulares e individuais, citadas por ela mesma no áudio. “queremos trabalhar em paz, queremos sossego, nos queremos aqui nossos dia a dia com harmonia sem esse confronto que fica um clima ruim”, disse.
Cláudio informou, que existe um representante da empresa SELIGEL dentro do Campus de Juara e que a Lisanil deveria direcionar suas reclamações a esse preposto tomar as devidas providencias e isso nunca foi feito, mas apena ligações para outras cidades com citações “maldosas” contra os funcionários. “Eu estava com meu aviso pronto para ser demitido por questões de falatórios e acusações indevidas e quando eu contou a verdade para a empresa e para a reitoria , dai então foi cancelado esse pedido de demissão e não fui mais demitido”, narrou.
Cláudio citou que a diretora sempre dizia que não aceitava trabalhar com pessoa da outra gestão, assim o que mais pessoa é “uma pessoa ser chamado de vagabundo ou talvez de ladrão como eu fui chamado na cara e depois de ser comentado essa palavras, ainda sai comentando por outros técnico, difamando”, queixou-se.
“Eu falo pelo grupo, funcionários da SELIGEL , nós viemos sofrendo aqui não é uma coisa de ser tratada numa instituição que ensina educação, o questionamento da pedagogia , ser tratado dessa forma, então eu quero que seja feito justiça “, encerrou.
Após o recebimento de essa denúncia, a reportagem gravou entrevista com outros dois funcionários terceirizados que trabalham no campus de Juara, desde que a voz fosse distorcida e o nome preservado, por medo de represálias.
Testemunhas do reclamante
Uma das funcionárias terceirizadas confirmou que vive situações constrangedoras por parte da Diretora Lisanil teria pedido para que ela fosse trabalhar de domingo por meio período, mas teve que fazer lanche, café e depois a diretora reclamou que o lanche estava mal feito e ainda disse que ela não sabia fazer nada, causando constrangimento, explicou a mulher. A funcionaria esta contratada para fazer somente limpeza. “eu quero que ela seja assim, uma pessoa do bem, porque ela só sabe criticar a gente né, nada pra ela ta bom …somos maltratados, tudo que o Claudio disse é verdade”, disse.
Outra servidora da SELIGEL, empresa terceirizada, também concedeu entrevista na condição de ter sua voz e nome preservado. Ela disse que esta contratada como auxiliar de limpeza e que seu horário de trabalho nos sábados entre as 7h e às 11 horas, mas que por várias vezes teve que trabalhar no período da tarde entre as 13h e 17 horas, fazendo café, bolinhos para cursinhos e que mesmo assim, trabalhando fora de hora e exercendo outras funções a diretora Lisanil reclamava da qualidade de seu trabalho. ”A gente achava que era obrigação de fazer e fazia”, disse.
Essa funcionária disse ter se sentido constrangida pela Diretora, quando na reunião ocorrida no dia 19 de dezembro, Lisanil “citou que eu teria né, que ajudar de setor de serviço e se caso eu não aceitasse eu seria demitida, né”, disse. Ela pretende testemunhar a favor de Claudio e confirmou que as alegações dele são verdadeiras e ela quer providencias.Ouça áudios das entrevistas com a voz modificada no final dessa matéria.
Outro Lado
A reportagem conversou com a diretora Lisanil Patrocínio, para que gravasse entrevista e de maneira incondicional fizesse sua defesa contra essas denúncias, porém a mesma disse que não aceita falar sobre esses assuntos no momento, mas que no momento oportuno se manifestará.24 Horas News

Responder

comment-avatar

*

*