Furtos de defensivos continuam em MT

Além da necessidade de registro da ocorrência, Aprosoja alerta produtores sobre risco de compra e uso de cargas sem procedência comprovada.

Mais cargas de defensivos agrícolas foram furtadas no último fim de semana em Mato Grosso. Uma delas estava em uma carreta bitrem que abasteceria a Fazenda Aliança, do município de Feliz Natal (a 511 quilômetros de Cuiabá). A outra serviria a Fazenda Santa Clara, localizada em Lucas do Rio Verde. As informações foram repassadas pelos Sindicatos Rurais das duas regiões e servem de alerta para que os demais produtores do Estado não adquiram produto sem procedência comprovada.

Conforme informaram os produtores, a carreta bitrem de Feliz Natal foi furtada, abastecida, de dentro da sede da fazenda. Porém, o veículo atolou em uma estrada próxima. Parte da carga foi transferida para um outro automóvel e foi levada. Já em Lucas do Rio Verde, centenas de unidades de pelo menos oito produtos diferentes foram retiradas de dentro da fazenda. Funcionários calculam um prejuízo de mais de R$ 100 mil.

 O Grupo de Combate ao Crime Organizado (GCCO) da Polícia Civil de Mato Grosso, setor de inteligência que investiga ações dessa natureza, também foi comunicado sobre os fatos pela Associação de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja). Porém, a delegada que coordena o GCCO, Cleibe de Paula, informou que as investigações estão a cargo dos delegados civis das duas cidades.

A atuação de grupos especializados nos roubos de defensivos agrícolas em Mato Grosso motivou a Polícia Civil, em conjunto com a Aprosoja, a iniciar uma campanha para alertar às vítimas – produtores e comunidade – sobre a necessidade de informar diretamente ao GCCO as ocorrências de furtos e, sobretudo, reforçar a importância de se registrar o boletim de ocorrência. “Apenas com o registro dos casos é possível investigar e chegarmos aos ‘grandes’”, enfatizou a delegada.

CRIME – Outro aspecto importante a ser reforçado é que quando um agricultor compra cargas sem procedência comprovada corre o risco de responder pelo crime de receptação, comprovando-se que se trata de produto roubado. Foto: Circuito MT

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