Garoto que levou 30 mordidas em MT só poderá fazer cirurgia após 7 anos

Mãe do menino diz que prazo da cirurgia de reparação foi dado por médico.
Mordida deixou orelha esquerda da vítima aberta e irreconhecível, diz mãe.

O garoto de um ano e quatro meses que levou trinta mordidas em uma creche municipal deSinop, só será submetido a uma cirurgia reparadora nos próximos sete anos. Em entrevista ao G1, a mãe do garoto, a vendedora Carla Cristina Werlang, de 32 anos, disse que o trauma sofrido pelo filho foi tamanho, que o médico da família resolveu dar esse prazo para a vítima se recuperar. “Ele também é muito novo e sofreria ainda mais com essa cirurgia”, explicou a mãe.

As mordidas foram dadas em várias partes do corpo do menino, mas a orelha esquerda dele foi a mais atingida. De acordo com Werlang, a orelha está irreconhecível. “Essa orelha foi a mais atingida pelas mordidas. Ela ficou aberta depois da agressão que meu filho sofreu. O que o médico disse é que a cartilagem da orelha foi moída e perdeu a sua forma”, explicou a mãe.

Desde o ocorrido, o garoto não mais frequenta a creche e está sob cuidados da mãe, que tem outros três filhos e cuida de mais três enteados. Ela afirmou ainda que o comportamento do filho mudou muito depois da agressão. “Ele grita, chora muito e não fica com mais ninguém. Eu estou muito preocupada com essa situação. Ele ficou mais nervoso, o comportamento dele mudou muito”, afirmou

A vendedora disse que o filho tem recebido atendimento médico gratuito oferecido pela Prefeitura de Sinop. Ela afirmou também que acompanha de perto as investigações da polícia e da secretaria de Educação. “Até agora não tomei conhecimento de nenhuma informação. Quero saber o que aconteceu com o meu filho”, disse.

Neste mês, a Polícia Civil indiciou a monitora da sala onde o garoto estava pelos crimes de abandono de incapaz e lesão corporal. O inquérito policial foi concluído e arremetido ao Ministério Público Estadual (MPE). Conforme o delegado Bráulio Junqueira, que investigou o caso, a monitora teria deixado a sala por cinco minutos e na ausência, uma outra criança já estava em cima do garoto mordendo a vítima de forma constante.

No depoimento, a monitora explicou ainda à polícia que comunicou a direção sobre o episódio e que levou a criança para atendimento médico. Um dia depois do fato, a mãe do bebê denunciou a direção da creche à polícia dizendo que o menino havia sido levado para um hospital porque teria sofrido um acidente.

Segundo a polícia, a diretora e mais quatro monitoras relataram que, durante a agressão, só havia uma monitora para cuidar da sala, que tinha 13 crianças.

 

 

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