Governador de MT cobra reparação de R$ 16 milhões desviados de conta

O governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), afirmou que o estado já estuda entrar com ação na Justiça contra as 30 pessoas indiciadas pela Polícia Civil por envolvimento no rombo de R$ 16,9 milhões na Conta Única. “Nós já estamos entrando com ações para reparar o erário público sobre estes desvios”, declarou o governador, na terça-feira (10), durante encontro com produtores rurais para discutir o desenvolvimento da agricultura familiar no estado.

Os suspeitos ainda são investigados em outros dois inquéritos abertos pela Delegacia Fazendária de Cuiabá. Um inquérito foi aberto para apurar a lavagem de dinheiro e outro para investigar os pagamentos irregulares realizados à empresas. Ambos os inquéritos estão em andamento sob sigilo.

A delegada Cleibe Aparecida disse que as pessoas indiciadas foram beneficiadas com o esquema fraudulento. “Em maior ou menor proporção, todos foram beneficiados de qualquer forma”, frisou.

Durante a coletiva, o governador reiterou que ele próprio determinou a investigação da fraude. “Eles têm que cumprir uma determinação do governo. Fui eu que determinei o levantamento”, garantiu.

Um relatório preliminar feito pela Auditoria Geral do Estado (AGE) detectou pendências de pagamentos no exercício de 2011, mas também em períodos anteriores. Inicialmente o dano causado ao erário estadual foi de R$ 12,9 milhões. No entanto, posteriormente, ao ser encaminhado relatório final pela auditoria ficou demonstrado pela polícia que o valor chegou a R$ 16,9 milhões.

Segundo g1mt, entre os indiciados estão a ex- coordenadora da Conta Única, Magda Mara Curvo Muniz, apontada no inquérito policial como a principal articuladora do esquema. A defesa da servidora tem negado o crime e alegado que os seus subordinados é que teriam envolvimento no esquema. Ela e outros 29 suspeitos foram indiciados por vários crimes, entre eles, peculato e formação de quadrilha. No entanto, outras 24 pessoas relacionadas na lista de 41 pessoas apontadas como suspeitas pela auditoria não foram indiciadas pela polícia por “ausência de indícios” de crimes cometidos por eles.

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