Governo não cede e só volta a negociar com professores após fim das paralisações

O governador Silval Barbosa (PMDB) esteve por duas vezes reunido nesta quarta-feira (2) com os deputados estaduais da base aliada e manteve a posição de somente voltar a negociar com os profissionais da Educação após o retorno às atividades.

Ele promete apresentar uma proposta à categoria, mas não adianta qual seria o teor. O Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep) realiza uma assembleia geral nesta sexta-feira (4) à tarde, quando os trabalhadores vão discutir os rumos da paralisação que completa hoje 52 dias.

Nesta semana, o governo endureceu o discurso, anunciando a demissão dos profissionais em estágio probatório, o corte no ponto dos concursados, o fim dos contratos temporários e a retirada da última proposta de aumento salarial com reposição da inflação definida para os próximos 10 anos, atitude que foi classificada como truculenta pela categoria.

No final da tarde de ontem, deputados estaduais e representantes do Sintep se reuniram novamente. As condições apresentadas pelo governador foram repassadas ao professores, que negaram retomar as atividades e ainda reiteraram que continuam paralisados e aguardando uma nova proposta por parte do Executivo.

Segundo Gilmar Soares, membro do Sintep/MT, o não retorno da categoria se deve à posição do governo e outras represálias. “Isso só acirrou ainda mais os ânimos dos professores”. De acordo com o parlamentar J. Barreto (PR), que esteve presente nos encontros com governador, a expectativa é de que novas conversas entre o Executivo e o Legislativo sejam realizadas até sexta-feira (4).

> Barreto ainda destacou que o governador não se posicionou em receber a classe para novas negociações. “Ele não descartou a possibilidade, mas também não agendou nenhum encontro com a categoria”. Silval reafirmou aos deputados Romoaldo Júnior (PMDB), Mauro Savi (PR), José Riva (PSD), J. Barreto e Alexandre César (PT), que preside a Comissão de Educação, que o salário dos docentes de Mato Grosso varia entre os melhores pagos do Brasil. Disse também que dos R$ 1,7 bilhão da Educação (valor estimado para ser arrecadado em 2013), R$ 1,4 bilhão são destinados diretamente ao pagamento de salário. “Para Silval, se os professores sinalizarem pelo retorno às aulas, a negociação também será retomada com o reenvio da proposta de aumento à apreciação dos deputados”, disse Romoaldo.null

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