Governo oferece 7% de aumento para acabar com a greve dos professores

Sete por cento de aumento acima da inflação. Esta foi a proposta apresentada pelo governador Silval Barbosa aos deputados estaduais para colocar fim a greve dos professores da rede estadual de ensino e que já dura 38 dias. O governador e os deputados se reuniram na manhã desta quinta-feira para tentar chegar a um acordo. O Sintep não teve acesso ao encontro. Hoje, à tarde, o secretário de Educação Ságuas Moraes com a Comissão de Educação e o Governador definir a proposta e tentar fechar o acordo.
O encontro do governador, os deputados estaduais, a comissão de Educação da Assembleia Legislativa e o secretário Ságuas Moraes começou às 8 horas da manhã. Por volta das 10h30, o deputado estadual Dilmar Dal´Bosco (DEM) deixou a sala do governador para anunciar o percentual apresentado pelo governador e que é acima da inflação. “O governador fechou questão em 7%”, disse. A categoria em greve pede aumento salarial de 10,41% acima da inflação.
Nem os outros parlamentares e muito menos o secretário estadual de Educação, Ságuas Moraes quiseram confirmar o percentual a ser oferecido pelo governo do Estado. “Não vou falar em números. Foi apresentado um índice neste encontro, de repente à tarde é outro. Então é melhor ficar calado”, disse. “Vamos nos reunir novamente a tarde e apresentaremos ainda amanha a proposta para o Sintep para tentar dar um fim a greve. Só falarei tudo ao final do encontro”, justificou o secretário Ságuas Moraes.
Os professores reivindicam reposição salarial de 10,41%, acima da inflação, além de dobrar o poder aquisitivo da classe, entre outras questões, como realização de concurso público e convocação dos aprovados no último concurso.
São reivindicados também o pagamento da hora-atividade para interinos, melhoria na infraestrutura das escolas, aplicação dos 35% dos recursos na educação como prevê a Constituição Estadual e autonomia da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) nos recursos devidos na área.
A paralisação atinge mais de 90% das 744 escolas estaduais e dos 38 mil servidores da pasta, entre professores e demais profissionais que atuam no suporte pedagógico, limpeza e outras áreas de secretarias e assessorias pedagógicas. Cerca de 500 mil estudantes seguem sem aula. Janaiara Soares Via 24 Horas News

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