Greve dos professores completa um mês e governo justifica medida judicial como ‘defesa dos interesses da sociedade’

Manifestacao-prof-palacio(2)A greve dos profissionais da educação da rede estadual de ensino completou um mês nesta segunda-feira (9) sem previsão de resolução do impasse com o governo. De acordo com informações do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) o dia de hoje será dedicado a responder as informações solicitadas pelo Tribunal de Justiça que intimou a categoria a apresentar documentos que comprovem as razões que levou os professores a paralisarem as atividades.

Segundo o secretário chefe da Casa Civil, Pedro Nadaf, a judicialização da greve não significa uma ruptura das negociações por parte do governo com os professores, mas sim a tentativa da garantia de restabelecimento do direito dos mais 450 mil alunos que atualmente encontram-se sem aulas por conta da paralisação da categoria.

“Não quebramos a confiança de ninguém, mas enquanto o governo analisa a viabilidade da proposta formulada pela categoria, como os professores se negam a voltar às salas de aula, recorremos à Justiça para garantir o direito dos 450 mil alunos”, disse.

O incremento de recursos para a educação foi discutido durante as reuniões do grupo de trabalho na semana passada. Junto com os técnicos da Seduc, os representantes do Sintep/MT comprovaram que é possível realizar este investimento com a perspectiva de atender a reivindicação dos trabalhadores.

De acordo com o presidente do Sintep, Henrique Lopes, o aumento de 10,41% previsto para os próximos anos poderia ser incorporado aos salários já este ano retroativamente. Ele lembra que a Constituição Estadual prevê 35% dos recursos advindos da receita do Estado sejam destinados à educação e por isso, o governo ignora o mínimo determinado.

Henrique diz que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) não pode ser justificativa para as implementações, uma vez que irregularidades são práticas frequentes dentro da própria folha de pagamento da educação. Os rendimentos dos aposentados incidem sobre a folha, retirando recursos de direito da área. Olhar Direto

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