Henry divide cela com preso por não pagar pensão alimentícia em Cuiabá

Espaço tem capacidade para acomodar cinco reeducandos, mas só tem dois.
Entre os reeducandos que cumprem pena estão cinco policiais militares.

Cela onde Henry cumpre pena possui 20 metros quadrados (Foto: Kelly Martins/G1 MT)

 O ex-deputado federal Pedro Henry (PP-MT) divide a cela, de 20 metros quadrados, com um homem detido por não pagar pensão alimentícia. Antes, a previsão era que cumprisse pena junto com outros três presos, também por não pagarem pensão, porém, essas pessoas regularizaram os débitos e foram soltos, conforme a Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh). O colega de cela possui nível superior de escolaridade, assim como Henry, que é médico.

O ex-parlamentar está detido no anexo da Penitenciária Central do Estado (PCE), emCuiabá, desde a última sexta-feira (27), quando foi transferido da Penitenciária da Papuda, em Brasília, para onde havia sido levado desde o dia 13 deste mês. Ele se entregou à polícia depois de ter a prisão decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento no escândalo de corrupção do mensalão e renunciou ao mandato de deputado federal.

Na unidade prisional que tem capacidade para acomodar 30 presos e conta com 16 até esta segunda-feira (30). Entre os reeducandos estão cinco policiais militares. Eles são acusados de tráfico de drogas e um deles por homicídio. De acordo com a Sejudh, até agora o ex-deputado não fez nenhum pedido diferente de comida e tem se alimentado com a mesma refeição dos demais detentos do presídio. A exceção é aberta para aqueles que têm algum problema de saúde, como diabetes e pressão alta, por exemplo.

Pedro Henry deverá ficar preso em regime semiaberto para cumprir a condenação de 7 anos e 2 meses, no processo do mensalão. No entanto, ele só poderá sair da unidade após a Justiça autorizar o pedido dele para que possa atuar em um hospital privado da capital. Ele recebeu proposta de R$ 7,5 mil mensais para gerenciar o corpo médico dessa unidade. A defesa do ex-parlamentar também informou que ele pretende estudar um curso profissionalizante ou superior. Ele deverá cumprir a pena em regime integral até que a Justiça o autorize a trabalhar ou estudar.

A cela onde ele está é dividida com um armário. No espaço, há um pequeno banheiro. Do lado de fora, os reeducandos há uma geladeira para os reeducandos, além de mesa para as refeições e uma estante cheia de livros. Os detentos também tomam conta de uma horta, que fica ao lado do anexo. O trabalho contruibui para a remissão da pena.

Visitas
Neste domingo (29), o ex-deputado recebeu a primeira visita na prisão. Nesse caso, da mulher dele. Ele poderá receber visitas às quartas-feiras e domingos.

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