Hospital da rede pública de MT reduz serviços por suposta falta de verba

Média de cirurgias caiu e sobram leitos no Metropolitano de Várzea Grande.
Faltariam R$ 6 milhões em repasses do governo, diz OSS que gere unidade.

Os atendimentos e serviços do Hospital Metropolitano de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, estão reduzidos há pelo menos três meses devido à suposta falta de repasses de verba do governo, ao longo do mesmo período, à organização social de saúde (OSS) que gere a unidade. Profissionais que atuam no local apontam que a dívida seria superior a R$ 6 milhões, cálculo que o governo estadual nega.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Médicos (Sindimed), Elza Queiroz, dentre os 113 médicos do Metropolitano já surgiram reclamações de atrasos salariais de três meses, situação que seria provocada pela falta de repasse de verba da Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Como resultado da falta de dinheiro para manter a unidade hospitalar estaria a ociosidade de 20 dos 68 leitos disponíveis, bem como a diminuição do número de procedimentos cirúrgicos por mês: se o Metropolitano realizava cerca de 200 cirurgias por mês em 2012, esta média caiu para a metade.

A diretoria do hospital não quis falar sobre o assunto, mas o panorama do Metropolitano foi conferido em vistoria por parlamentares membros da Comissão da Saúde da Assembleia Legislativa, que apuram as irregularidades da unidade.

Esta situação de alegada falta de recursos,  segundo o deputado Guilherme Maluf (PSDB), hoje em dia tem comprometido a capacidade de o hospital captar os fornecedores de que necessita, o que limita a capacidade de atendimento e faz crescer entre os médicos a motivação por uma paralisação.

Por sua vez, o titular da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Mauri Rodrigues, negou nesta terça-feira (18) em coletiva de imprensa que tenha deixado de realizar repasses à OSS que gerencia o Metropolitano. Ele anunciou uma reunião interna na secretaria para apurar com detalhes a situação dos pagamentos, mas adiantou que já pagou os valores referentes aos serviços nos meses de março e abril, ficando pendente até o momento apenas o repasse de maio. G1.MT

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