Igreja no Rio envia missionários à Paranatinga

Na noite da última segunda-feira, 6 de agosto, o Arcebispo Dom Orani João Tempesta motivou mais de 40 agentes que estarão em missão neste mês de agosto, em nome da Arquidiocese do Rio de Janeiro, na Prelazia de Paranatinga, no Estado do Mato Grosso. A celebração de envio foi realizada na Capela do 2º andar do Edifício João Paulo II, na Glória, e foi concelebrada pelo Coordenador da Dimensão Missionária no Regional Leste 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Assessor do Trabalho Missionário na Arquidiocese, Padre Ludendorff Cohen Couto (Licinho).

Dom Orani destacou a feliz providência de estar celebrando o envio dos missionários no dia da festa da Transfiguração do Senhor. Além disso, o Arcebispo do Rio também recordou durante a celebração os 34 anos da partida do Papa Paulo VI para a eternidade e destacou a ligação entre o trabalho dos missionários – que estavam vestidos com a blusa da Jornada Mundial da Juventude (JMJ Rio2013) – com a peregrinação que reunirá jovens do mundo inteiro com o Papa Bento XVI em julho do próximo ano, na Cidade Maravilhosa.

— É uma feliz providência celebrarmos esse envio no dia da festa da Transfiguração do Senhor, pois tem muito haver também com a nossa missão de apresentar e testemunhar Jesus Cristo como Deus presente no meio de nós.Também recordamos hoje com muito carinho os 34 anos da partida do Papa Paulo VI para a eternidade. Aquele que levou o Concílio até o fim e teve os primeiros momentos também no Concílio Vaticano II, que agora completa 50 anos do seu início. E ao mesmo tempo, nós queremos rezar pela Jornada Mundial da Juventude e todos vocês estão com o símbolo da JMJ ai no peito e levam também durante a missão que farão o próprio tema: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28, 19), disse Dom Orani.

O Papa Bento XVI em sua 23ª viagem internacional, no México, em março deste ano, afirmou que os frutos da Missão Continental, conclamada na Conferência de Aparecida, já estão sendo colhidos.

— A Missão Continental, que agora se está realizando de diocese em diocese neste Continente, tem como objetivo fazer chegar esta convicção a todos os cristãos e às comunidades eclesiais, para que resistam à tentação de uma fé superficial e rotineira, por vezes fragmentária e incoerente. Também aqui se deve superar o cansaço da fé e recuperar ‘a alegria de ser cristão’, de ser sustentado pela felicidade interior de conhecer Cristo e pertencer à sua Igreja, refletiu o Papa.

Em unidade com o Santo Padre e exortando os fiéis da Arquidiocese do Rio para uma vivência plena do Ano da Fé – proclamado pelo Papa Bento XVI para o período de 11 de outubro de 2012 a 24 de novembro de 2013 –, Dom Orani ressaltou o papel dos missionários enviados à Paranatinga e de todos os fiéis católicos que trabalham anunciando o Evangelho de Jesus Cristo.

Creio que essa nossa celebração de envio se coloca dentro dessa missão da Igreja de poder enviar discípulos, apóstolos e missionários para proclamar o Evangelho a todas as criaturas, e quanto mais nós trabalhamos abertos a toda dimensão universal mais também nós somos chamados a vivenciar isso em nossa própria Arquidiocese, Paróquia e comunidade. Nós vemos nos Atos dos Apóstolos que os discípulos eram escolhidos na comunidade pela ação do Espírito Santo para serem enviados e depois eles voltavam para a comunidade para partilhar a sua experiência e para rezar juntos como encontramos no Evangelho, e essa é a nossa missão, sermos testemunhas de nosso Senhor Jesus Cristo, explicou o Arcebispo.

Sob a coordenação de Padre Licinho, a missão em Paranatinga acontece de 8 a 21 de agosto. Segundo o sacerdote, o trabalho missionário na Prelazia acontece pela sétima vez e contará, neste ano, com 44 missionários vindos de diversas paróquias dos vicariatos da Arquidiocese do Rio e de novas comunidades.

— Este ano temos uma grande diversidade não só geográfica, mas cultural e de experiências de comunidades diferentes, e eu considero que é um enriquecimento muito grande para a nossa missão. Só o fato de juntar essas pessoas já faz com que haja essa troca de experiências onde nós aprendemos uns com os outros. O que eu ouço muito dos missionários quando nós voltamos da missão é que mais aprenderam do que ensinaram. Isso tudo também é motivado por essa diversidade onde cada um sempre tem a aprender com os outros. Isso eu considero de uma riqueza muito grande e faz todos nós experimentarmos o que realmente é ser Igreja, abrirmos nossos horizontes, sair da nossa Paróquia e ver o quanto a Igreja é rica em diversidade e carismas, e isso soma força, experiências e culturas que nos engrandecem muito, afirmou Padre Licinho.

A paroquiana da Igreja Apóstolo São Pedro, em Cavalcanti, Nádia Guimarães – que pela sexta vez vai em missão à Paranatinga –, destacou que a ansiedade para o trabalho deste ano é maior, pois tudo será diferente.

— A expectativa de voltar este ano em missão é que será um trabalho totalmente diferente, pois eu vou para uma cidade que eu nunca fui antes chamada Nova Brasilândia. Vou em um grupo de 10 missionários e já ficamos sabendo que o padre local e a comunidade estão muito ansiosos com a nossa chegada e isso é muito positivo para nós. A cada missão que fazemos a experiência é totalmente diferente, totalmente nova. Nós já tivemos relatos de pessoas que depois da nossa ida conseguiram se identificar mais com a Igreja, de pessoas que começaram a frequentar mais a Paróquia, e isso tudo nos motiva a continuar. No ano passado nós trabalhamos com os jovens, que estão animados para a Jornada Mundial da Juventude, e a nossa missão este ano é também divulgar a JMJ Rio2013 e fazer com que a nossa Arquidiocese seja cada vez mais irmã daquela Prelazia, disse Nádia.

Já a membro da Comunidade Missão em Teu Altar, Cleiciane Marques de Souza, que participará da missão pela primeira vez, deseja agir com fidelidade segundo os planos de Deus.

— A minha expectativa é de querer levar com fidelidade aquilo que eu experimentei de Deus. Não quero visitar uma grande quantidade de casas e de pessoas sem deixar nos corações aquilo que eu vivencio em Deus, mas se eu conseguir passar com fidelidade o que eu experimento para uma pessoa pra mim já é o suficiente. Logo, a expectativa é de conseguir realizar não só o objetivo da missão, mas um desejo meu mesmo de ser fiel ao projeto de Deus, ressaltou.

Fotos: Carlos Moioli

arquidiocese.org.br

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