ILEGALIDADE TOLERADA: Enawenê-nawê intimidam e ameaçam motoristas na BR-174 em MT

Cerca de 100 índios intimidam motoristas e exigem pagamento entre R$ 50 e R$ 100. Apesar de ilegal, a prática tem sido tolerada pelas autoridades.

A Secretaria de Estado de Comunicação (Secom) comunicou o adiamento da reunião prevista para esta quarta-feira (8), entre indígenas Enawenê-nawê e representantes da Secretaria Estadual de Transporte e Pavimentação Urbana (Septu). Segundo a Secom o secretário-adjunto da Septu, Alaor de Paula, vai se reunir com os índios em Brasnorte, onde estão.

Eles discutirão o descumprimento do acordo feito com o governo do estado para a pavimentação do trecho da estrada que liga a aldeia até a rodovia federal BR-174. Este é o motivo alegado pelos Enawenê-Nawê para o  fechamento, desde o dia 1º de outubro, da MT-170, na ponte sobre o rio Juruena, que faz liga as cidades de Juína e Brasnorte.

Segundo o Comando Regional da Polícia Militar, eles cobram entre R$ 50 a R$ 100, dependendo do tamanho do veículo, para permitir a passagem. Armados com arcos e flechas, cerca de 100 índios ameaçam e intimidam os motoristas.

Eles argumentam que o bloqueio é a alternativa adotada para pressionar as autoridades para que se posicionem sobre medidas a serem tomadas e seja estabelecido prazo para o asfaltamento da estrada.

Os indígenas insistem que enquanto o governo não se posicionar, a rodovia permanecerá bloqueada e alegam que o dinheiro arrecadado será para as ações que o governo não fez.

ILEGALIDADE

Em nota, a Fundação Nacional do Índio (Funai) afirmou que tem os índios foram alertados sobre a ilegalidade da prática de cobrança de pedágio. Escrito por Cícero Henrique / Caldeirão Político

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