Implantação de chips em peixes é realizada em Gaúcha do Norte

No último sábado (29), o procedimento que compete a implantação de chips e coleta de fragmentos para futura realização de DNA de peixes foi realizada na Piscicultura Trevisan, localizada no município de Gaúcha do Norte.

Com 14 anos dedicados a criação de peixes, o proprietário Celito Trevisan investiu na tecnologia visando a reprodução. Inicialmente os chips e material necessário para armazenar os fragmentos foram adquiridos pela propriedade e a técnica de identificação foi desenvolvida em dez animais da espécie pirarucu com tamanho entre 1,49 a 1,86 metros, pelo médico veterinário Vandré Furlan.

Após a captura dos animais, cor, medida e numeração de tanques e de peixes foram identificadas e organizadas e numerados em uma sequência. A identificação dos peixes permite o cadastramento da propriedade no Ministério da Agricultura, a identificação genealógica e a possibilidade de futuros acasalamentos.

“O objetivo de todo esse trabalho é possibilitar o acasalamento visando a reprodução da espécie. O foco é no pirarucu devido o rápido e grande desenvolvimento do peixe, além de ser uma carne de primeira qualidade”, disse o piscicultor.

“Realizamos o trabalho com um procedimento de higienização, com material esterilizado e colocado em uma forma estéril para que não haja qualquer rejeição e nem um tipo de interferência. Durante a identificação do peixe, além de inserir o chip no animal algumas outras informações básicas foram tiradas para mandar para a análise, como medidas e cor para ver se é macho ou fêmea. A constatação da árvore genealógica e a que família pertence, serão identificados no exame”, apontou o médico veterinário.

“Para executar a prática, li sobre o assunto e também recebi auxílio do proprietário Celito. Quanto a técnica, existe um local determinado de implantação do chip em cada animal, no peixe acima de 30 centímetros é do lado esquerdo na posição caudo posterior e inserção subcutânea desse chip”, disse o veterinário.

“Agradeço pelo convite e pela oportunidade de participar desse trabalho, e o que levo é o conhecimento e a experiência”, finalizou Furlan.

Após a chegada do laudo com o DNA dos animais, será constatado quem pode acasalar com quem. Com o laudo e mãos, um novo procedimento de identificação será realizado, separando os casais em cada tanque. Já para haver a reprodução, a estimativa é que varie entre dois a três anos dependendo de fatores como época de acasalamento que vai de outubro a abril, assim como, temperatura da água e a incidência de chuva forte para aumentar o oxigênio da água, também são relevantes para a reprodução.

 gauchanews

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