INCRA deve assentar quase 300 famílias do Posto da Mata na gleba Angola

Foi realizada nesta quinta-feira, dia 05 de fevereiro, uma Audiência Pública que definiu a compra de uma área de terras no município de Vila Rica, conhecida como Fazenda Angola, o ato foi encabeçado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), com a presença do superintendente do INCRA, Salvador Soltério de Almeida, e do Secretario de Desenvolvimento Regional de Mato Grosso, Eduardo Moura.

A audiência começou às 14 horas no plenário da Câmara Municipal, onde o Superintendente Salvador e demais autoridades presentes sanaram dúvidas sobre a deliberação de aquisição da fazenda Angola por meio de compra e venda para iniciar o processo de assentamento de quase 300 famílias remanescentes do Posto da Mata (Suiá Missú).

salvador Soltério, disse que o Governo Federal buscará todos os meios, para cumprir seu compromisso social de atender os desintrusados.

O Secretario de Desenvolvimento Regional de Mato Grosso, Eduardo Moura, que representou o governador Pedro Taques, criticou a situação politiqueira que envolveu as famílias “onde políticos atiçaram os populares mesmos sabendo que não haveria volta para área”.

Moura também disse, que o atual governo do estado não vai fazer corpo mole como o governo anterior fez, quando for para defender os interesses da população de Mato Grosso, e uma prova disso foi o recente questionamento sobre uma nova área na região Araguaia, colocando mais de hum milhão e seiscentos mil hectares como área de estudo da União.

O presidente da Câmara Municipal de Vila Rica e anfitrião do evento, vereador Janovan Rios, disse que o novo assentamento será bem vindo para o municpio, gerando novas oportunidades e emprego e renda.

A Secretária de Administração de Vila Rica, Aldaci Branbila, que representou o prefeito Luciano Alencar que estava em viagem, afirmou que o município, irá fazer todos os tramites legais para auxiliar na implantação do novo assentamento rural.

Os assuntos que foram apresentados na oportunidade foram razões de aquisição, regularidade do domínio, dados cadastrais, aspectos agronômicos e ambientais, viabilidade e capacidade preliminar de assentamento, preço pactuado e condições de pagamento.

Após um longo período de negociações, finalmente o Governo Federal assinala com a possibilidade de ‘reparar’, ao menos em parte, a injustiça cometida contra as famílias da Suiá Missú despejadas pela União em 2012.

A tragédia, de repercussão nacional, culminou com a retirada de mais de 7mil pessoas condenadas à margem da rodovia, onde até hoje buscam sobreviver em condição desoladora.

Também participaram da reunião, sindicalistas, o ex-superintendente do INCRA Valdir Barranco, o deputado estadual Baiano Filho, vereadores de vários municípios, e o prefeito de Alto Boa Vista, Leuzipe Domingues.

jornaldanoticia

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