INCRA diz que assentamento na Fazenda Lírio Branco se tornou inviável

Desde o sábado, 14, famílias se acamparam a beira da MT-110, nas margens da Fazenda Lírio Branco, com o objetivo de pressionar pelo assentamento do INCRA naquela propriedade, decretada para reforma agrária pela presidenta Dilma Rousseff em 2.012.
Porém, segundo documentos ao qual o J. O Pioneiro teve acesso, foi constatada pelo INCRA a inviabilidade do assentamento na Fazenda Lírio Branco, conforme ofício emitido pelo superintendente regional do INCRA em Mato Grosso, Salvador Soltério de Almeida, e enviado à empresa Habiarte Barc Construções LTDA, proprietária da área.
Conforme este ofício, com suporte nas manifestações técnicas e recomendações contidas pela Procuradoria Geral do INCRA nos autos administrativos sob nº 54240.004399/2009-41, dificuldades foram capazes de inviabilizar o prosseguimento da proposta da desapropriação do referido imóvel, acrescentando que esta avaliação levou o Comitê de Decisão Regional-CDR a optar pelo arquivamento do feito. Esse documento é do dia 09 de Maio passado.
Com esse documento em mãos enviado pelo INCRA e com a notícia de que famílias se acamparam as margens da fazenda, a empresa proprietária da Lírio Branco entrou na Comarca de Canarana com um Mandado de Interdito Proibitório, o qual prevendo a possibilidade de invasão do imóvel, tomou medidas judiciais para impedir o mesmo. O mandado foi deferido pelo Dr. Anderson Gomes Junqueira, juiz substituto, que assim ordena que as famílias acampadas desocupem as margens da fazenda.
Segundo a nossa fonte, devido ao parecer do INCRA, que definiu o assentamento como inviável, uma reversão da situação é muito difícil, mesmo com a pressão exercida pelas famílias cadastradas. Agora tudo vai depender se as famílias estarão dispostas a pagarem o preço e a arriscarem mesmo assim. (DR).

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