Integrantes do MST liberam rodovias de MT após dois dias de protesto

Integrantes do Movimento Sem Terra (MST ) liberaram nesta terça-feira (26) as BRs 364 e 070, em Rondonópolis e Tangará da Serra, a 218 e 242 quilômetros de Cuiabá, após dois dias de bloqueio e protesto para reivindicar reforma agrária. Após reunião com um representante da Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Mato Grosso, os manifestantes decidiram encerrar a manifestação e agendaram uma nova reunião para o próximo dia 3.

Coordenador da Pastoral da Terra e um dos líderes do movimento, Paulo César Moreira, disse esperar que a situação seja resolvida e a pauta de reivindicações atendida. “Esperamos que nessa reunião nós sejamos ouvidos e que nossas reivindicações sejam atendidas. Caso não haja acordo, os integrantes do movimento irão se reunir para decidir o próximo passo”, afirmou.

Entre as principais cobranças dos trabalhadores estão o assentamento de aproximadamente 10 mil famílias e a retomada das terras públicas pertencentes à União. Durante o protesto, agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) controlaram o trânsito.

Os manifestantes reivindicam investimentos em infraestrutura, abertura de estradas, espaços de convivência e parques de lazer nos assentamentos e a desocupação de quatro terras indígenas. São eleas: a Urubu Branco, em Confresa; Manoki, em Brasnorte; Juruna, em São José do Xingu, e da Jarudori, em Poxoréo, além da demarcação de cinco áreas indígenas e a criação de uma nova reserva indígena. Os manifestantes também reivindicam melhorias na saúde e educação.

Outra reivindicação é a desburocratização do acesso aos créditos, fomento, habitação, assistência a todas as famílias assentadas, apoio às políticas de economia solidária e fornecimento de cestas básicas de acordo com a reivindicação de cada movimento social e pastorais, bem como a manutenção da distribuição das cestas básicas.

O Incra informou, em nota, que os pedidos feitos pelos manifestantes foram repassados para a presidência nacional do instituto e para a ouvidoria agrária. G1 MT

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