Invasão prossegue em área abandonada, mas fiel depositário pedirá reintegração de posse

Claudineia, Francisco, Irandi e Jose fazem parte das famílias que invadiram o local e que lutam por um terreno para construírem suas casas.
CANARANA – Cresce a cada dia o número de famílias que constrói barracos em um terreno abandonado ao lado do barracão da Prefeitura Municipal. Nossa reportagem conversou com integrantes das 33 famílias que fazem parte da invasão.
Francisco de Assis, 32 anos, José Milhomem, 43 anos, Claudineia Ferreira da Silva Senta, 33 anos, Irandi de Oliveira Pontes, 45 nos, disseram que cada um dos 33 terrenos tem 300 metros quadra-dos, com 10 metros de frente por 30 metros de fundo. Dá quase um hectare o total.
A área pertence a Cooopercana, que faliu anos atrás. O local, abandonado, servia como depósito de lixo e ferro velho, causando transtornos para a vizinhança. Segundo os invasores, a chegada deles resolve dois problemas: a falta de moradia para as famílias e a limpeza do local.
Eles entraram na área no dia 05/Set. No dia 07 saíram quando a polícia militar pediu a desintrusão. Voltaram na semana passada. Para permanecer no local e futuramente requerer a instalação de água e luz para então construírem suas casas, eles precisam primeiro esperar se alguém irá procurar ou não a justiça pedindo a reintegração de posse. Caso isso ocorra, a justiça irá decidir , mas neste caso eles já sabem que uma vitória a favor deles é difícil.
Todas as 33 famílias invasoras moram de aluguel ou de favor em casa de parentes.
Por enquanto eles prosseguem construindo pequenos ranchos, que já servem para demarcar território. Reuniões estão sendo feitas com autoridades para buscar apoio político e ver os meios legais para regularizar a invasão.
FIEL DEPOSITÁRIO
Nossa equipe falou também com o fiel depositário da massa falida da Coopercana, o pioneiro Elso News. Ele disse que entraria no início desta semana com o pedido de reintegração de posse na justiça local. Também disse que o terreno foi cedido para uso da Prefeitura Municipal, a qual, porém, não teve o cuidado necessário com a limpeza e proteção, facilitando a invasão. Elso comunicou ainda que no início deste mês outra área da Coopercana foi invadida em Nova Xavantina, onde também foi pedido reintegração de posse, a qual já foi cumprida. 

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