Juíza pede estudo para decidir futuro de criança de 3 anos achada na rua

Menino foi encontrado por PMs ao dormir em papelão em canteiro de avenida.
Pais passarão por estudo para identificar se têm condições de cuidar de filho.

A família da criança de três anos resgatada pelos policiais militares quando dormia no canteiro central da Avenida Tenente Coronel Duarte, a Prainha, em Cuiabá, no último final de semana, deverá passar por um estudo psicossocial a pedido da Justiça. A juíza Gleide Bispo dos Santos, da 1ª Vara da Infância e Juventude da capital, informou que irá pedir a realização do estudo para avaliar se há possibilidade de reintegração ao berço familiar.

O suposto pai da criança procurou o Lar da Criança, abrigo para onde o menino foi encaminhado após ser recolhido da rua, e alegou que cuidava do filho, mas que a mãe teria pego a criança à força e a levado consigo. A prioridade, porém, conforme a juíza, é verificar as condições em que a criança se encontra, tanto física quanto psicológica. No Conselho Tutelar, a criança não teria falado uma palavra, levantando a suspeita de que fosse muda, porém, a hipótese foi descartada.

Testemunhas que teriam visto a mãe com o menino andando pelo Centro da capital durante a madrugada de sábado (15) relataram aos policiais que a mulher estava usando drogas e se prostituindo na região do Morro da Luz. Por conta dessa suspeita em relação ao comportamento da mãe do menino, a magistrada adiantou que, se não for possível reintegrar a criança aos pais, o estudo será estendido aos tios e avós. O procedimento deve demorar até 45 dias para ser concluído.

O suposto pai disse ainda, de acordo com a Secretaria Estadual de Assistência Social (Setas), que a mãe da criança teria problemas mentais e que, por causa disso, não tinha condições de cuidar do filho. Enquanto não for confirmada a paternidade, bem como as informações repassadas pelo suposto pai, o menino continuará no abrigo.

Quando foi resgatado pelos PMs, o menino estava muito sujo e, além de um chinelo em apenas um pé, carregava um revólver de brinquedo. A mãe do menino poderá responder por abandono de incapaz. G1.MT

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