Julier diz que desconhece motivo pelo qual virou alvo de busca e apreensão em operação da PF

Depois de dizer que não iria se posicionar acerca dos mandados de busca e apreensão cumpridos em sua casa e em seu gabinete pela Polícia Federal na segunda etapa da Operação Ararath, o juiz federal Julier Sebastião, emitiu nota em que afirmou não ter qualquer ligação com atos tidos por irregulares na referida apuração e disse desconhecer os reais fatos que estão sendo investigados.

“Considerando notícias acerca da eventual presença do nome deste magistrado em episódios sujeitos à jurisdição do TRF/1ª Região, venho esclarecer que não mantenho qualquer ligação com atos tidos por irregulares na referida apuração. Até o momento, não tenho conhecimento sobre quais os fatos estão realmente sendo investigados naquela Corte. Sabe-se apenas da existência de diálogos de terceiros, os quais, por certo, não trazem qualquer participação deste em suposta infração”, afirmou em nota o magistrado.

Julier encerra o texto dizendo que reafirma a confiança nas instituições envolvidas e a surpresa e indignação dele em face das notícias em questão. “Sempre pautei minha conduta pessoal e profissional com a mais absoluta ética e seriedade, como é do conhecimento de toda a sociedade mato-grossense”, encerrou.

O fato é que as investigações referentes à operação Ararath seguem sob segredo de Justiça e não se sabe quais seriam as suspeitas sob Julier que motivaram a busca e apreensão.

Ao todo sete mandatos de busca e apreensão foram expedidos na manhã de hoje. A investigação tramita no TRF 1ª Região em razão de possível envolvimento do magistrado nos fatos sob apuração, os quais guardam relação com a Operação Ararath, deflagrada recentemente por ordem da Justiça Federal da Seção Judiciária do Mato Grosso.

Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa e no gabinete do presidente do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT), Gian Castrillon. Olhar Direto

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