JURI DO ASSASSINATO DE “FERRUGINHA” CUMPRIU MAIS UMA ETAPA NESTA QUARTA-FEIRA

Nesta quarta-feira, dia 18 de setembro de 2013, junto ao plenário da Câmara Municipal de Vereadores aconteceu o júri popular de mais dois acusados do crime de Homicídio Triplamente Qualificado contra a vítima, Vantuir Lemes, vulgo “Ferruginha” ocorrido no dia 02 de fevereiro de 2008 em Canarana. Foram a júri o caseiro da Chácara Nossa Senhora Aparecida, José Aparecido Alves de Oliveira e o proprietário do veículo que transportou os assassinos e a vítima até aquela chácara, Diego Eckert. José Aparecido foi absolvido pelo júri e Diego foi condenado a 9 anos e 4 meses de detenção. Parte da pena já foi cumprida e outros fatores previstos em lei poderão incidir na diminuição da pena.

ENTENDA O PROCESSO DESDE O PRIMEIRO JÙRI  (Matéria divulgada no site aguaboanews em 14 de maio de 2010).

Sueber Vieira Lopes – 09.02.08 prisão em Rondonópolis

No dia 19/03/10 ás 09:00, aconteceu o primeiro júri onde foram julgados, Fernando Ferreira da Silva, 29 anos, vulgo (meia-noite) natural de Goiás velho-GO e Wemerson Almeida Lopes, 21 anos, vulgo (careca) natural de Goiania-GO, que foram julgados pelo crime de Homicídio Triplamente Qualificado e mais dois crimes (ocultação de cadáver e vilipêndio ”ultraje” do cadáver) contra a vítima,Vantuir Lemes vulgo (ferruginha).Conforme consta nos autos do processo no dia 02/02/2008, por volta das 03:00 horas, na Chácara Nossa Senhora Aparecida, localizada neste município, , mataram a Vítima Vantuir Lemes, vulgo “Ferruginha”, dando-lhe socos, pontapés e chutes, e utilizando-se de uma arma de fogo tipo revólver e de uma faca, produzindo-lhe as lesões descritas no laudo de necropsia, as quais foram a causa eficiente de sua morte. Ainda, segundo a denúncia, depois de matarem a vítima, os denunciados retiraram os seus órgãos para fora e ocultaram o cadáver, escondendo-o em um matagal localizado na Chácara.

Relata também a peça inicial acusatória que, no dia dos fatos, a vítima encontrava-se em sua casa, quando o denunciado Fernando adentrou em sua residência e mediante força física, segurando-o pelo braço e tapando sua boca, o levou até um veículo VW Gol Branco, onde estavam os denunciados Diego, Wemerson e Sueber, e logo em seguida, se dirigiram à Chácara. Durante o trajeto até a chácara, a vítima foi agredida pelo denunciado Sueber, e ameaçada pelos denunciados Fernando e Wemerson, enquanto o veículo era dirigido pelo denunciado Diego.

Ainda, segundo a inicial, ao chegarem na chácara, encontraram o denunciado José Aparecido, tendo o denunciado Wemerson dito que iriam matar a vítima, e o denunciado José Aparecido pegou no interior da casa uma corda e amarrou a vítima. Em seguida, a vítima, mesmo amarrada, foi agredida pelos denunciados Fernando, Sueber e Wemerson, até que desmaiasse. Ato contínuo, o denunciado Wemerson arrastou o corpo da vítima até outro local da varanda da casa e efetuou dois disparos de arma de fogo na cabeça da vítima. A arma utilizada foi escondida pelo denunciado José Aparecido no interior da casa. Depois, os denunciados – à exceção de Diego – colocaram o corpo da vítima em um carrinho de mão e a levaram até o mato, em direção a um rio. Ao chegarem no local e perceberem que a vítima ainda estava com vida, os denunciados supra nominados desferiram vários golpes de faca em seu corpo, sendo que somente nesta ocasião, a vítima morreu. Depois de matarem a vítima, os denunciados ainda “abriram seu corpo”, passando-lhe a faca da altura do peito até a região pubiana, retirando os órgãos da vítima para fora do corpo, e depois esconderam o corpo. conforme a inicial, o denunciado Diego teria lavado o estofado do veículo, que estava sujo de sangue, para ocultar o crime.

 Segundo a inicial, o crime teria sido praticado porque os denunciados acreditaram que a vítima os estivesse delatando para a polícia, pois seriam também os denunciados envolvidos com tráfico de entorpecentes.

O julgamento que teve o seu término ás 17:30, teve como resultado 34 anos e 8 meses para Fernando Ferreira da Silva, (meia-noite)  e 32 anos para  Wemerson Almeida Lopes, vulgo (careca).

“Na verdade o acusado Fernando, merecia uma pena superior a 30 anos, mas a lei só permite a condenação máxima de 30 anos para o crime de homicídio, e quando um crime recebe a pena máxima é porque trata-se de um crime bárbaro, infelizmente a forma como foi cometido eleva a pena ao limite máximo.” Esclareceu o Dr. André Barbosa Guanaes Simões, juiz da comarca de Canarana.

Os acusados que já se encontravam presos no presídio de Água Boa, continuaram presos aguardando o resultado final do recurso já que eles poderão recorrer da decisão.

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