Luverdense quer mandar jogos na Arena Pantanal em 2014

Estádio de Cuiabá para a Copa do Mundo de 2014, a Arena Pantanal poderá receber jogos interessantes da Série B do Campeonato Brasileiro em 2014. A afirmação é do presidente do Luverdense, Helmute Lawisch que espera contar com o estádio de Cuiabá para a realização de alguns jogos da segunda divisão nacional.

A vaga para a segundona foi garantida neste domingo, graças à vitória por 2 a 0 sobre o Caxias (RS), em confronto pelas quartas de final da Série C – no jogo de ida, em Caxias do Sul, vitória do time mato-grossense por 2 a 1. Assim, Mato Grosso volta a ter um clube na segunda divisão do Brasileiro, após 18 anos. Depois de coroar o melhor ano de sua breve história com a vaga na Série B conquistada neste fim de semana, o Luverdense entra em 2014 com o foco em outro sonho: subir para a elite do futebol brasileiro.

Após a conquista histórica da vaga, Helmute Lawisch concedeu uma entrevista ao portal Terra, onde fala da trajetória do clube e da possibilidade de mandar jogos em Lucas e na Arena Pantanal, em Cuiabá.. Lawisch comemorou o acesso e destacou o Mato Grosso também como um novo horizonte esportivo nacional. “O interior do Brasil, o Brasil que dá certo, também gosta de futebol. Não é só no litoral que se pode fazer futebol de verdade”, afirmou o dirigente, desabafando como porta-voz de “600 clubes que estão na miséria” enquanto uma elite de equipes recebe o maior percentual de verbas oriundas de direitos de transmissão de TV, por exemplo. “Não é um desabafo”, como destacou o próprio presidente, “mas informação”.

A partir de 2014, o time começará a obter também recursos da Série B. E graças a estes e outros recursos, poderá ampliar seu estádio para receber jogos da competição em Lucas do Rio Verde – ainda que partidas na futura Arena Pantanal, em Cuiabá (cerca de 350 km de distância), estejam na programação.

Confira o bate-papo de Lawisch com o Portal Terra:

Terra – Presidente, o acesso do Luverdense encerra um jejum de 18 anos sem times do Mato Grosso na Série B do Campeonato Brasileiro. O que significa para o Luverdense ser protagonista deste momento?

Helmute – A gente fica muito contente, eufórico, muito orgulhoso com o que a gente desenvolveu. Fica muito lisonjeado por todos os elogios que a gente recebeu, muitos comentários. É um reconhecimento para o nosso trabalho. É um sentimento muito legal saber que deu certo.

Terra – Sempre que se fala de um sucesso de um clube, a gente ouve falar em termos um pouco vagos, como estrutura e planejamento. Certamente é o caso do Luverdense – mas qual seria o diferencial do clube na campanha de sucesso deste ano?

Helmute – Nossa persistência. O Mato Grosso é uma terra de oportunidades. Como eu, muitos viemos para cá. Chegamos 20, 30 anos atrás, e dissemos agora para os jogadores: agora pode se fazer até futebol no Mato Grosso, né? As coisas vêm. O Mato Grosso é uma terra muito fértil para se plantar ideias, sonhos. O Mato Grosso é uma terra de oportunidades – agora é uma terra de oportunidades para quem sabe fazer futebol. Quem não reconhece aqui, azar. Eu conheço o Brasil inteiro, muitos lugares fora do Brasil também – e aqui é espetacular.

Terra – Isso quer dizer novos tempos para o futebol do Mato Grosso?

Helmute  – Com a estrutura que é a Arena Pantanal, vamos nos inserir definitivamente no cenário esportivo nacional. Gostaria que os homens que cuidam do futebol brasileiro soubessem: o interior do Brasil, o Brasil que dá certo, também gosta de futebol. Não é só no litoral que se pode fazer futebol de verdade. É uma vergonha, cara. Em sete anos de Série C (o time disputou o torneio em 2005 e de 2009 a 2013), não recebemos nem R$ 1 de cota de participação. Eu posso falar: não devo nem R$ 1 para ninguém. Não dei chateação para ninguém, reconheço quem me ajudou. Hoje o futebol tem uma cultura muito errada: tem muito dinheiro para poucos clubes e pouco dinheiro para muitos clubes. E o mais chato de tudo é que, quando se coloca muito para poucos, alguns brasileiros mal intencionados fazem coisinhas. Aí as torcidas brigam. As torcidas apaixonadas não sabem o que se faz na calada das negociações. Outros 600 clubes do brasil passam miséria. Apenas nas duas últimas (edições da Série C) é que ganhamos a logística. Nunca em R$ 1 de cota. Nem um desses para comprar o picolé.

Terra – Ano que vem, começa a entrar a verba de TV da Série B…

Helmute – Agora estamos no céu. Vamos ganhar cota de Série B. Graças a nossa luta, nossa persistência, nosso empenho, nossa sociedade que comprou a ideia aqui.

Terra – O Estádio Passo das Emas é pequeno (5 mil lugares). Com esses novos recursos, está nos planos reformar, ampliar o estádio? Está nos planos jogar na Arena Pantanal, por exemplo?

Helmute – Difícil era o acesso. Construir, ampliar o estádio é a coisa mais fácil que tem – ainda mais em uma cidade como a nossa, bem gerida, com bons gestores. Vamos mandar jogos em Lucas e alguns na arena em Cuiabá.

Terra – E já dá para pensar em brigar pelo acesso no ano que vem?

Helmute – Muita calma nessa hora, muita humildade. Não vamos mudar a postura. Olhar Copa

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