Mãe desabafa e afirma que policiais tentaram matar o filho dela

Duas tentativas de homicídio contra acusados de tráfico foram dadas como resolvidas pela Polícia Civil (PC) em Aragarças-GO, divisa com Barra do Garças, conforme anunciou a delegada Azuen Albarello durante entrevista quinta-feira (4). A delegada disse que esses crimes estavam em aberto e houve um pedido de urgência da promotora Vânia Marçal que suspeita da existência de um novo grupo de extermínio no município goiano.

“Esses crimes foram cometidos por usuários de entorpecentes que se tornaram rivais das vítimas, portanto eu acho que é prematuro fazer qualquer afirmativa e principalmente desenterrar o passado de que novamente teria grupo de extermínio em Aragarças”, destacou a delegada.

Porém a elucidação da tentativa de homicídio contra Castro Ribeiro da Silva não agradou a mãe dele, Osvani Ribeiro da Silva Fernandes que um desabafo na porta da delegacia para imprensa barra-garcense. Ela disse que não acredita nessa versão que foram usuários de entorpecentes que tentaram matar o filho dela.

“Eu não acredito nessa história que o caso está resolvido porque os que tentaram matar o meu filho foram policiais. Usavam-no e agora que não tem mais serventia querem eliminá-lo a qualquer custo. E se eu aparecer morta amanha pode ter certeza que foram eles também”, salientou Osvani.

Osvani explicou que esteve com a promotora Vânia Marçal onde pediu uma investigação minuciosa da tentativa de homicídio que houve contra o filho dela. “Meu filho na verdade é usuário de drogas. Infelizmente ele começou cedo nessa vida e foi muito usado e agora estão tentando eliminá-lo. Do jeito que querem fazer com ele podem fazer isso comigo também”, frisou.

A delegada Azuen disse que entende a dor da mãe, todavia não existe nenhum indício que possa confirmar a suspeita dela sobre envolvimento de policiais e caso foi reaberto e agora foi identificada a autoria do crime de usuário de entorpecente como foi mencionado.

MUTIRÃO

A Polícia Civil de Aragarças realizou quinta-feira (4) um mutirão para agilizar alguns procedimentos que estavam parados e para tanto a delegada Azuen Albarello requisitou o apoio de estudantes de direito da Faculdade Cathedral.

A delegada Azuen voltou a dizer que o efetivo da PC é reduzido e ficou emocionada ao ouvir uma mãe defende-la. “Eu não acho justo o que estão falando da delegada. Ela é muito aplicada. Porque que as pessoas que a criticam não vem ver as dificuldades que ela tem”, disse dona Luzia que estava no mutirão para ser atendida.

O mutirão de quinta-feira foi para atendimento de idosos que estão sofrendo maus tratos ou com problemas de terra. “São mais de cinqüenta procedimentos que estamos fazendo hoje”, completou.

Sobre as críticas da promotora Vânia Marçal, a delegada Azuen disse que são injustas e descabidas e que a instituição em breve provará isso para a sociedade.

Ronaldo olhardireto.

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