Maggi é interrogado e faz revelações à polícia

O ex-governador e atual senador por Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), já prestou esclarecimentos a Polícia Civil, sobre o caso que ficou conhecido como “Cartas Marcadas”, onde foi desvendado um esquema de pagamentos ilegais de cartas de créditos a servidores públicos estaduais. A informação foi confirmada ao Mato Grosso Notícias, pelo delegado responsável pelas investigações, Lindomar Tofoli.

Segundo o delegado, o depoimento de Maggi trouxe informações novas ao inquérito, no entanto, ele preferiu não revelar para não atrapalhar as investigações. Uma vez que com os esclarecimentos do senador, novas pessoas serão convocadas para serem ouvidas.

Tófoli destacou que as investigações avançaram mais que ainda está na fase de interrogatórios. Segundo ele, já foram ouvidos vários procuradores do Estado e há outras pessoas que irão prestar esclarecimentos como o deputado estadual, Gilmar Fabris, o ex-secretário Éder Moraes – que época nos desvios era secretário de Fazenda e o atual comandante da pasta, Edmilson dos Santos.

O delegado preferiu não falar em data para conclusão do inquérito, pois muita coisa ainda precisa ser feita, mas garantiu que uma resposta será dada a população.

Entenda o caso

O suposto esquema de pagamento indevido de cartas de crédito veio à tona durante a deflagração da Operação “Cartas Marcadas”, pela Delegacia Fazendária. Na ação, seis pessoas foram presas entre elas o concunhado de Gilmar Fabris, Ocimar Campos e 14 mandados de busca e apreensão foram cumpridos, inclusive na residência do deputado Fabris.

De acordo com Tófoli, tudo começou com o acordo feito entre os representantes dos agentes fazendários e o Governo do Estado, para o pagamento de uma equivalência salarial que a categoria brigava na Justiça. Eles queriam salários compatíveis com os de fiscais.

Segundo ele, na época, o valor devido pagamento era de R$ 380 milhões e ficou acertado que o pagamento seria feito em duas cartas de crédito. A divergência nos valores foi apontada pela Auditoria Geral do Estado (AGE), que entende que foram emitidos R$ 253 milhões a mais em cartas de créditos.

Os servidores receberam suas cartas e uma quadrilha se valeu da situação e emitiu mais cartas, recebendo o agente por duas vezes. Alguns segundo a polícia não tinham conhecimento, uma vez que havia dado poderes a advogados e para o sindicato dos agentes para que pudesse representá-los.

Quando tomaram conhecimento, muitos foram até a polícia e denunciaram o esquema. A partir daí, em julho passado, a Fazendária passou a investigar o caso. Constatados indícios de autorias e outros crimes, a polícia solicitou um parecer da Auditoria Geral do Estado.

Não há dados de quantas pessoas e valores que foram lesados.

Antonielle Costa

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