Mais de 1.200 pessoas podem ter sido assassinadas este ano em MT

Alguns crimes, como as mortes de uma jovem de 19 anos, grávida de seis meses e um empresário, sequestrado, tortura e morto a tiros, estão entre os considerados brutais.

Você imagina quantas pessoas foram assassinadas este ano em Mato Grosso? A Polícia Civil não possui essa estatística englobando todo Mato Grosso, mas os números de pessoas vítimas de crime contra a vida podem já ter passado dos 1.200 casos em todo o Estado. Somente em Cuiabá e Várzea Grande mais de 400 pessoas, incluindo 27 latrocínios – roubos seguidos de morte -, já foram assassinadas a tiros, facadas, por estrangulamento, a pauladas e a pedradas. Hoje, mais de 80% das vítimas são envolvidas com algum tipo de crime, principalmente roubo, furto, latrocínio: roubo seguido de morte, tráfico e uso de drogas, são os conhecidos crimes de “execução”.

Os números da violência, segundo levantamentos da reportagem do Portal de Notícias 24 Horas News apurou, já são mais de 20% maiores do que o ano passado (2014) incluem também crimes bárbaros, brutais, não apenas na Grande Cuiabá, mas em todo o Estado, onde a violência dos crimes contra a vida: homicídios e latrocínios chegaram com muita força nos últimos anos.

Cidades como Rondonópolis, por exemplo, que antes registravam números mais baixos de assassinatos, hoje os crimes contra a vida já ultrapassam a casa dos 100 homicídios e latrocínios ao ano.

Antes cidades consideradas pequenas e pacatas, onde um crime de homicídio, ou roubo seguido de morte era muito difícil de acontecer, hoje também já registram pelo menos dez casos ou mais durante o ano.

Municípios como Lucas do Rio Verde, Sorriso, Sinop, Alta Floresta, Nova Mutum e regiões polos do interior do Estado, que antes eram consideradas calmas e pacatas, hoje, acompanhando seus desenvolvimentos, também entraram no rol das mais violentas do Estado.

Hoje, no entanto, o que mais assusta a sociedade e até mesmo a Polícia, são os crimes tidos como “encomendados”. Crimes onde as vítimas – ao contrário dos homicídios comuns, como os originados em brigas de bar ou passionais -, são executadas. Ou seja, pegas de surpresa por pistoleiros conhecidos como de “aluguéis”, que são os assassinos pagos para matar.

Esse tipo de crime cresceu, segundo o acompanhamento diário da reportagem, mais de 500% nos últimos dez anos, tanto em Cuiabá, como em Várzea Grande e em todo o interior do Estado. No ano passado, por exemplo, os crimes de “execuções encomendadas” atingiram 65% do universo de 100% de vítimas.

Este ano, no entanto, segundo ainda a reportagem apurou as pessoas envolvidas em algum tipo de crime, mortas por pistoleiros de aluguéis já chegaram a 85%. E nas cenas de crimes que comprovam a execução, segundo a própria Polícia, são a chegada de pistoleiros armados em um carro ou uma moto.

E as cenas se repetem sempre do mesmo jeito, como se fossem replay. Sempre o pistoleiro que está na garupa da moto, ou ao lado do motorista do carro desce e começa a atirar. Na maioria dos casos os assassinos usam uma, ou mais pistolas e sempre disparam mais de dez tiros.

Também estão explícitas, na maioria das ocorrências de crimes de “pistolagens encomendadas”, a prática dos tiros pelas costas e na cabeça. A vítima cai, e na maioria das vezes ainda leva tiros na cabeça, casos conhecidos no mundo do crime como “tiro, ou tiros de misericórdia”. Ou seja, para não permitir que a vítima tenha uma mínima chance de sobreviver.

CRIMES BRUTAIS

Entre os crimes brutais registrados este ano em Cuiabá, está a morte de um jovem empresário do ramo de compra e venda de cimento, sequestrado, torturado e morto a tiros na cabeça. O corpo foi encontrado amarrado em um tronco de árvore. Douglas Wilson Ramos, de 28 anos, ficou 13 dias desaparecido após ser sequestrado por três bandidos, dentro da empresa dele localizada na Avenida Jornalista Archimedes Pereira Lima (antiga Estrada do Moinho), em Cuiabá.

O empresário foi encontrado morto na noite desta segunda-feira (05/10 ), na região de fazenda no Distrito da Guia (Baixada Cuiabana, a 40 quilômetros da Capital). Treze depois de ser sequestrado em 24 de setembro, e colocado no porta-malas do próprio carro dele, uma BMW, corpo já estava em adiantado estado de decomposição.

O corpo foi liberado por investigadores da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), e reconhecido no Instituto Médico Legal (IML), por seus familiares. As investigações da DHPP contaram com apoio de policiais da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), chefiada pelo delegado Flávio Stringueta.

TRAMA DIABÓLICA

Nas investigações, em poucos dias a Polícia prendeu Nilton César da Silva, o “Cesinha”, ex-sócios do empresário Douglas Wilson Ramos. O suspeito do crime que matou o empresário Douglas Ramos, já tem passagens por homicídio e é ex-sócio e ex-concunhado da vítima.

 “Cesinha” foi preso nesta sexta-feira 06/11, cujas investigações o apontaram como mentor e autor do assassinato do empresário Douglas Ramos. No momento da prisão, o suspeito usava uma peruca. O acusado, segundo a Polícia, foi capturado dentro do Rio Cuiabá, após ser perseguido pela polícia por pouco mais de três quilômetros, desde o baiiro Cidade Alta até até as imediações da Ponte Nova, na Avenida Miguél Sutil, em Cuiabá).

Em uma ação policial cinematográfica, o acusado deixou o carro onde estava antes, um Saveiro, e pulou nas águas do rio Cuiabá, com a finalidade de atravessar para o lado de Várzea Grande (Grande Cuiabá). Não deu. Os policiais pularam na água também, e o prenderam.

RÉU-CONFESSO

Preso e sabendo que havia várias provas contra ele, “Cesinha” confessou o crime ao delegado Stringuetta. “Ele confessa tudo, inclusive que contratou as pessoas para sequestrarem e matarem o Douglas. Só que, ele nega estar na cena do crime e de ter atirado contra o ex-sócio”, afirmou o delegado do GCCO.

Com prisão preventiva decretada pela Justiça, “Cesinha” foi transferido logo em seguida para a Penitenciária Central do Estado (PCE). , no bairro Pascoal Ramos, em Cuiabá.

Antes mesmo da confirmação da identidade do corpo, o delegado já tinha informações segura, de que “Cesinha”, não era apenas o autor intelectual e mandante do sequestro, como também estava presente no local do crime. Inclusive, s egundo a Polícia, foi ele que fez os disparos contra Douglas que já estava agonizando após uma sequência de torturas.

OUTRO CRIME BRUTAL

A vítima, a jovem Erika Patrícia Oliveira Rodrigues, de 19 anos, grávida de seis meses, que seria “garota de programa”, foi encontrada morta em 31 de julho de 2015, com facadas, principalmente no pescoço e seminua. O crime aconteceu no bairro Nova Conquista, na periferia de Cuiabá.

A jovem teria chamado o namorado para uma relação sexual, próximo à casa dela, mas chegou em casa correndo, todo ensanguentada, com perfurações de faca nas costas e no pescoço e caiu morta no quintal..

O autor das facadas, T.C., de 20 anos, foi preso 18 dias depois por policiais da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), chefiados pelo delegado Geraldo Gezoni. O assassino, segundo a Polícia, teria descoberto que não era pai da criança que morreu na barriga da mãe. 24 Horas News

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