Mais de 6 mil alunos sem aula no Norte Araguaia, greve atinge três municípios

No último dia 28 os professores realizaram uma manifestação na prefeitura da cidade, mas de acordo com a presidente do sindicato, Marizete, não há avanços nas conversas.

Mais de seis mil alunos da região Norte Araguaia estão fora das salas de aula, isso porque os profissionais da educação de três prefeituras decretaram greve, Vila Rica, Confresa e Canabrava do Norte. Na primeira, o movimentou já superou 40 dias de paralisação, e até agora não há sinais de um acordo com a administração.

No último dia 28 os professores realizaram uma manifestação na prefeitura da cidade, mas de acordo com a presidente do sindicato, Marizete, não há avanços nas conversas. “Estamos com mais de 40 dias de greve e até o momento só o sindicato que toma iniciativa de negociar, a prefeitura não nos procura para apresentar uma proposta”, disparou a sindicalista.

Além do cumprimento do piso, os professores cobram melhores condições de trabalho e uma reestruturação do plano de cargos e carreiras. Em Confresa a greve, que havia se encerrado após um acordo de reajuste imediato de 12,5%, foi retomada, quando os professores tiveram oito dias do ponto cortados no mês de março. Inicialmente a prefeitura disse que seria um erro do departamento de Recursos Humanos e que seria corrigido, depois mudou de ideia e afirmou que o corte ocorreu e que não foi tema de acordo entre as partes na negociação.

A presidente do sindicado dos profissionais da educação pública (Sintep), de Confresa, Lucimeire Lazara, disse que não houve novas conversas e a categoria só retorna as salas de aula depois que receber os dias cortados. “Dizem que talvez a prefeitura acerte no próximo pagamento, mas não temos nada concreto para negociar o fim da greve. Enquanto não for regularizado o pagamento, o movimento continua”, garantiu Lucimeire.

Na última semana os professores de Canabrava do Norte também aderiram a onda de greves na educação, eles cobram o cumprimento, por parte da prefeitura, do piso nacional, que é lei. Nenhum professor pode ganhar menos do que o piso determinado pelo Ministério da Educação, o que estaria ocorrendo no município. Agencia da Noticia

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