Marãiwatsédé: Um terço da Suiá Missú era ocupada por 22 grandes posseiros, igrejas ajudam desabrigados

Um relatório do Ministério Público Federal (MPF) mostra que um terço da Terra Indígena Marãiwatsédé, em Mato Grosso, estava ocupado por 22 grandes posseiros, entre políticos da região, grandes fazendeiros e até um desembargador do Tribunal de Justiça do Mato Grosso, Manoel Ornellas de Almeida, a fazenda do desembargador tinha 886,8 hectares.

 A Fazenda Jordão era a maior propriedade individual, com 6.193,99 ha, equivalente a 6 mil campos de futebol, e pertencia a um ex-vice-prefeito de Alto Boa Vista, Antônio Mamede Jordão.

 Filemon Gomes Costa Limoeiro, ex-prefeito de São Félix do Araguaia, era, segundo o MPF, posseiro da Fazenda Aripuanã e Saraiva, ambas com 565,5 ha. Aldecides Milhomem de Cirqueira, ex-prefeito do município de Alto Boa Vista, e seu irmão, Antônio Milhomem de Cirqueira, tinham seis fazendas dentro das terras indígenas, num total de 2.200 ha. Admilson Luiz de Rezende, ex-vereador de Alto Taquari, tinha três fazendas, com 6.641,3 ha. Somadas, as áreas dos 22 posseiros tinham 43 mil hectares do total de 165 mil hectares da área.

 Porém quem perder mesmo com retirada dos não índios da antiga fazenda Suiá Missú, são os pequenos produtores rurais, que tinham pequenas propriedades e nada mais, além disso, para sobreviver, muitos desses com filhos estudando em faculdades em Goiânia, que tiveram que encerrar os “sonhos” por falta de dinheiro, já que suas famílias perderam tudo o que tinham.

 Terra que nunca foi de índio, e que agora é, e pode ser negociada como quiserem as inúmeras riquezas que tem ali, os desabrigados estão largados, jogados e massacrados as margens de rodovias e em favelas recém criadas em Alto Boa Vista, Bom Jesus do Araguaia e Confresa.

 Igrejas e entidades como a Assembleia de Deus Madureira de Confresa ajuda algumas famílias que com a ajuda dos membros ganharam alguns lotes na cidade e agora com mutirão e doações os “irmãos” ajudam a construir um novo sonho para aqueles que antes acreditavam em uma cidade próspera no Distrito de Estrela do Araguaia, o Posto da Mata.

agenciadanoticia.

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