Mato Grosso lidera o ranking de queimadas no Brasil

Bombeiros explicam que 90% dos incêndios são causados pela ação do homem. Fogo, na sexta-feira (18), provocou o desligamento de duas linhas e quase metade do Distrito Federal ficou sem luz.

O calor e a falta de chuva têm provocado muitas queimadas em todo o país. E na maioria dos casos, o fogo começa com a imprudência das pessoas.

Não sobrou quase nada da vegetação em volta da subestação de Furnas a 40 quilômetros de Brasília. O fogo, na sexta-feira (18), provocou o desligamento de duas linhas e quase metade do Distrito Federal ficou sem luz.

Na manhã deste sábado (19), mais fogo no cerrado. Foi em uma área de chácaras a 25 quilômetros do centro da cidade. As chamas se alastraram pelos morros, que tem várias torres de transmissão de energia.

Nossa equipe acompanhou o trabalho de combate ao fogo. No começo da tarde, os bombeiros dizem que é o pior horário: a temperatura sobe, a umidade cai, e o vento está muito forte, ajuda a espalhar o fogo. Em todo o país, nas três primeiras semanas do mês, o Inpe registrou quase três mil focos de incêndios a mais do que em todo o mês de setembro do ano passado.

Mato Grosso lidera o ranking de queimadas. Em Nova Olímpia, no sudoeste do estado, um incêndio que durou três dias destruiu lavouras e o pasto de 10 propriedades. Em Barreiras, na Bahia, o fogo acabou com mais de mil hectares de uma plantação milho. Os bombeiros explicam que 90% dos incêndios são causados pela ação do homem.

“Além de hábitos mais comuns, que são jogar toco de cigarro, ou num local de vegetação, a gente tem também a queima de lixo doméstico, que o pessoal costuma colocar em área de vegetação pública. E depois incendeia para eliminá-los”, aponta o tenente-coronel Glauber de La Fuente, bombeiro.

Provocar incêndio em matas é crime. A pena é prisão de seis meses a quatro anos, além de multa. É preciso mudar hábitos, para diminuir riscos.

“É uma questão cultural. A gente tem de se conscientizar que o fogo ele pode ser amigo, mas a gente tem de saber como a gente se utiliza”, diz o bombeiro.

G1

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