Mato Grosso tem quase 2 mil focos de queimada registrados em um mês

Focos foram registrados no período proibitivo de queimadas no estado.
Tangará da Serra está no topo da lista das cidades com mais focos.

Quase dois mil focos de queimadas foram registrados em Mato Grosso no primeiro mês do período proibitivo de queimadas, de 15 de julho a 15 agosto. De acordo com dados divulgados pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Ceptec/Inpe), as 10 cidades com mais registros de focos, pela ordem, são: Tangará da Serra, Alto Boa Vista, Campinápolis, Comodoro, Gaúcha do Norte, Paranatinga, Nova Maringá, Juara, Canarana e Ribeirão Cascalheira. No total, o estado registrou 1.985 focos no período.

Segundo a entidade, dos 141 municípios mato-grossenses, Tangará da Serra, cidade a 242 km de Cuiabá, foi a que registrou maior número de focos neste período: 112. A cidade de Alto Boa Vista, no nordeste do estado, ficou em segundo lugar com 109 focos de calor em um mês. Campinápolis, cidade que fica a 565 km da capital, ficou em terceiro lugar no ranking com 103 focos de calor. Cuiabá ficou em 13° lugar na lista com 39 focos de calor registrados em 30 dias.

Em todo o ano de 2013, Mato Grosso registrou 6.509 focos de queimadas. O Inpe ressalta que, apesar do período crítico de queimadas ainda estar em vigor, o número de focos está muito abaixo da média dos anos anteriores. A média histórica do mês de agosto é de 8.205 focos e este ano foram registrados até o momento 1.382. O mês mais crítico apontado pelo Inpe é setembro, quando a média histórica de focos é de 13.683 em Mato Grosso. No ano de 2007, por exemplo, o estado chegou a registrar 25.963 focos de queimadas apenas no mês de setembro.

Queimadas
De acordo com o Corpo de Bombeiros, nesse período de seca já foram registrados em Cuiabá e Várzea Grande, região metropolitana da capital, 547 boletins de ocorrências de queimadas urbanas. E de janeiro a agosto de 2013 em Cuiabá e Várzea Grande foram 3.105 ocorrências. Na capital, o bairro mais atingido por focos de queimada foi o Parque Cuiabá, com 109 ocorrências.

Os números de focos registrados por Inpe e Bombeiros referentes à capital não coincidem pela diferença na metodologia adotada. Pelo Inpe, os focos são registrados por satélites que observam frentes de fogo com mais de 30 metros de extensão por 1 metro de largura. Quando o fogo é apenas no chão de uma floresta densa, sem afetar a copa das árvores, os satélites também não registram os focos.

Conforme o tenente coronel Paulo Wolkmer, comandante do Regional 1 do Corpo de Bombeiros, na capital a fiscalização está sendo organizada com o apoio da Prefeitura de Cuiabá. São quatro carros-pipa e mais 25 brigadistas treinados e comandados por um grupo de militares.

Já em Várzea Grande, região metropolitana de capital, o combate às queimadas é formado por um grupo de militares mais 15 brigadistas. “O Corpo de Bombeiros suspendeu todas as atividades extras e férias para que seja feito um melhor combate a incêndios florestais e urbanos. Em Mato Grosso, 145 militares integram a equipe de trabalho”, disse Wolkmer em entrevista ao G1.

Punição
Segundo o secretário de Meio Ambiente de Mato Grosso, José Lacerda, o monitoramento dos focos de queimadas é feito através de imagens de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe). Quando são identificadas as queimadas, a equipe vai ao local para combater o fogo. A fiscalização em terrenos baldios é feita também por fiscais da Secretaria de Meio Ambiente do município, que notificam e multam os proprietários que ateiam fogo nesses locais. O valor da multa varia de R$ 400 a R$ 3 mil. O período de queimadas deve continuar até o dia 15 de setembro.

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