Médicos avaliam se gêmeas siamesas de Mato Grosso poderão usar prótese

Kauany e Keroly nasceram unidas pelo abdome há dois anos.

Elas embarcaram para São Paulo para realizar exames.

Gêmeas siamesas nasceram unidas pelo abdome e cada uma tem uma perna (Foto: Kelly Martins/G1)Gêmeas siamesas nasceram unidas pelo abdome e cada uma tem uma perna (Foto: Kelly Martins/G1)

As gêmeas siamesas Kauany e Keroly, de dois anos de idade e que moram na zona rural do município de Vale do São Domingos, a 491 quilômetros de Cuiabá, embarcaram nesta segunda-feira (12) para São Paulo, onde passarão por novos exames. A mãe Selma Miranda, de 34 anos, contou ao G1 que a filha Kauany enfrenta desafios porque o abdome ainda inspira cuidados em relação à cicatrização.

As gêmeas nasceram unidas pelo abdome e foram separadas há mais de um ano, entrando para a história da medicina estadual como as siamesas com mais tempo de vida. Desde a cirurgia, Selma Miranda contou que a filha Kauany usa uma tela de proteção na região e que deverá ser retirada pelos médicos do Instituto da Criança, ligado ao Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.

“O médico havia falado da possibilidade da tela ser retirada, dependendo de como está ocorrendo a cicatrização”, contou. Além disso, Selma disse que está agendada também uma consulta com os médicos ortopedistas. Isso porque eles avaliam a possibilidade das irmãs usarem próteses (pernas mecânicas).

Em entrevista ao G1, o chefe de cirurgia pediátrica da Instituição da Criança, Uenis Tannuri, responsável pela cirurgia de separação, chegou a declarar ter ficado impressionado com a rápida recuperação das irmãs siamesas e avaliou se tratar de um caso raríssimo.

Descoberta
De acordo com Selma, a descoberta de que estava grávida de siamesas ocorreu no sexto mês de gestação, momento em que o médico disse que via pelo ultrassom um corpo, três pernas e duas cabeças. Elas nasceram no Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM), em Cuiabá, e foram operadas pela equipe do Instituto da Criança, em uma complexa cirurgia que durou 12 horas.
Como a terceira perna estava malformada, ela foi amputada e cada criança ficou com um membro.

Visita
A equipe de reportagem do G1 esteve na residência da família. Apesar da boa recuperação das meninas, a mãe relatou as dificuldades que ainda enfrenta no tratamento das crianças, como ter que ir a São Paulo constantemente para avaliação médica. Dessa forma, percorrem 2 mil km entre Mato Grosso e a capital paulista.

G1 MT

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