Militares e bombeiros ameaçam com greve durante Copa

Categorias fazem manistação e cobram reajuste de salário; AL agenda encontro com Silval.

ISA SOUSA
DA REDAÇÃO

Policiais militares e bombeiros de Mato Grosso não descartam a possibilidade de um aquartelamento em Cuiabá, a partir de junho próximo, quando a capital estará recebendo quatro jogos da Copa do Mundo de 2014, na Arena Pantanal.

“Se o Governo fechar as portas, nós vamos nos manifestar de todas as formas possíveis e legais. Se mesmo assim, ainda não tivermos sucesso, aí vamos decidir o que faremos daí pra frente. Não está descartado um movimento de paralisação, não tem como descartá-lo”, disse ao MidiaNews o major PM Wanderson Nunes de Siqueira, presidente da Associação dos Oficiais da Polícia Militar de Mato Grosso (Assof/MT)).

Insatisfeitos com os rumos das negociações salariais, policiais militares e bombeiros cogitam entrar em greve, caso não tenham suas reivindicações atendidas pelo Governo do Estado. A hipótese de aquartelamento também foi discutida.

A decisão foi tomada durante a assembleia-geral das categorias – cabos e soldados e outra de oficiais –, na tarde de terça-feira (13), no Ginásio Verdinho, no bairro CPA 1, com a presença estimada de 1.000 policiais.

A greve é proibida pelo estatuto da PM, que prevê a demissão, incluindo os bombeiros.

Após a assembleia, os manifestantes seguiram até a Assembleia Legislativa, para pedir apoio dos deputados estaduais nas negociações com o Palácio Paiaguás.

Conforme os praças, os salários pagos atualmente são “os piores”, entre os estados do Centro-Oeste, e querem um reajuste emergencial de 40% e aceitam parcelamento.

A Secretaria de Administração do Estado informou que existe um acordo salarial vigente até o final do atual Governo.

Também informou que, de 2011 a 2014, os policiais receberam 53% de reajuste, sendo 32% acima da inflação.

Em 2014, segundo a SAD, cumprindo acordo com os praças, o Governo pagou no mês de abril 10% a título de reposição salarial e concederá mais 10% em novembro.

O presidente da associação, major Vanderson Nunes de Siqueira, explicou que uma das questões é o pagamento da mesma patente, independentemente do tempo de serviço do policial.

Propostas

Durante a assembleia, os militares definiram uma proposta com 40 horas semanais de trabalho, pagamento de adicionais noturno e também insalubridade.

No final da reunião com os deputados, ficou marcada para quinta-feira (15), à tarde, uma reunião das categorias com o governador Silval Barbosa.

O encontro deverá contar com a presença do secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, e dos comandantes gerais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.

Uma comissão de deputados, formada por José Riva (PSD), J. Barreto (PR), Walter Rabelo (PSD), Deucimar Silva (PP) e Teté Bezerra (PMDB), manifestou apoio aos militares. Mídia News

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