Modismo de fazer justiça com as próprias mãos mata inocente

Parece que estamos vivendo em épocas piores do que da antiga Roma, quando os gladiadores se enfrentavam até a morte somente para agradar os populares e o Imperador. Digo isto porque estamos vendo pessoas sendo assassinadas simplesmente por serem confundidas com estupradores e assediadores de crianças em escolas e creches.

É preciso ter cuidado em denunciar ou até mesmo apontarmos o dedo, como ocorreu neste fim de semana com o trabalhador R.L.S., de 57 anos, que morreu no Pronto-Socorro de Várzea Grande após ser espancado por populares no Jardim Imperial II, em Várzea Grande.

A lesão corporal seguida de morte ocorreu no domingo (2), no final da manhã, após a vítima ter sido confundida com um suspeito de estupro. Com ferimentos graves na cabeça e no tórax, R.L.S. foi levado ao Pronto-Socorro, onde morreu horas após passar pelo box de emergência.

A sociedade que mata com as próprias mãos é tão ou mais criminosa que o próprio suspeito.

Ou pior que parcela da imprensa, parcela da sociedade, da polícia, que entram nesse ambiente de querer dar a noticia em primeira mão sem investigar a fundo, como também serem os vingadores da sociedade.

Primeiramente é necessário fazer uma extensa investigação imparcial, o que cabe à Polícia, depois o Ministério Público que faz a denúncia e por fim à Justiça.

O que não podemos admintir é grupos de pessoas agirem como matadores noturnos, como se fossem os justiceiros. De justiceiiros não têm nada, são assassinos de pior espécie.

Pessoas que mataram o cidadão acima citado tem que ir imediatamente para a prisão, porque cometeram um dos piores crimes, espancamento até a morte de um cidadão.

Essas pessoas não ficam nem um pouco atrás dos extremistas do Estado Islâmico. Cícero Henrique/Caldeirão Político

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