Moradores da Suiá Missú retornam para o Posto da Mata e índios prometem Guerra

O clima é tenso na região do Posto da Mata, antiga Suiá Missú agora decretada Reserva Indígena Marawatsede, cerca de 100 pessoas, antigos moradores da região que foram retirados das propriedades voltaram para a região, que eles dizem ser deles por direito.

 Foto: Agência da Notícia/ Rafael Becker

De acordo com informações repassadas ao Agência da Notícia, os  manifestantes chegaram à região do Posto da Mata por volta das 17:00hs deste domingo(21), e montaram um acampamento próximo a um corgo que fica a cerca de 500 metros do posto da Mata, às margens direita da BR158, sentido Ribeirão Cascalheira.

Segundo informações, a intenção do manifesto é pedir reivindicações sobre a desapropriação, além disso os produtores dizem que a terra pertence a eles por direito. “Nós voltamos para o que é nosso, estamos de mãos limpas, não temos para onde ir, fomos tirados aqui de qualquer forma, e tudo que construímos está aqui, então vamos ficar, cobramos a presença dos representantes do Governo Estadual e Federal que prometeram que iam dar assistência, já se passaram quatro meses e continuamos na mesma miséria”, disse uma das manifestantes que tinha propriedade na região. “O mandado de desintrusão dizia que nós iriamos ter casa, terra e cadê tudo isso?”, questionou ele.

Ainda segundo os produtores acampados, a Polícia Federal e um representante da FUNAI estiveram no local, e pediram para que eles deixem a área, de acordo com o representante da FUNAI os índios Xavantes estariam prontos para a “Guerra”. “A Polícia Federal e a FUNAI estiveram aqui, e eles disseram para a gente sair daqui imediatamente, segundo eles, mais de 200 índios guerreiros estariam prontos para a guerra e já estariam se mobilizando para nos atacar. Mas é importante ressaltar que não queremos guerra, só queremos o nosso direito como os próprios índios querem”, disse um dos ex-moradores do Posto da Mata que está no acampamento.

De acordo com informações recebidas agora a pouco, na redação do Agência da Notícia, o manifesto não tem data definida para acabar e o clima é tenso. “Queremos chamar a atenção de todos os municípios da região do Norte Araguaia, estamos vivendo esse momento de terror e precisamos que algo seja feito imediatamente, Santa Cruz do Xingu está correndo risco, Confresa também está, Nova Nazaré vive um sério problema e nós estamos esperando o que? Precisamos de união precisamos barrar essas atrocidades que deixam um povo sofrido e trabalhador na lama”, desabafou um ex-morador da Suiá Missú.

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