MT-251 tem um dos maiores índices de acidentes fatais

Midia News

A rodovia estadual MT-251, que liga Cuiabá à cidade de Chapada dos Guimarães, gradativamente, passa a ser conhecida como a “estrada da morte”.

Uma das mais movimentadas do Estado – além de Chapada, dá acesso a várias cidades das regiões Norte e Sul de Mato Grosso -, a via registra um dos mais elevados índices de acidentes do Estado. Pior, a maioria com registro de óbitos.

Desde o início do ano, a Rodovia “Emanuel Pinheiro” registrou quatro vítimas fatais, o que corresponde a um quarto de todos os casos de mortes em acidentes, no ano passado, nos 67 quilômetros entre a Capital e Chapada dos Guimarães.

Em 2011, a Polícia registrou 16 mortes – entre colisões, atropelamentos e saídas de pista -, num total de 157 acidentes.

Na lista dos motivos que levam a Polícia a registrar tantos óbitos está a falta de acostamento em quase toda a extensão da rodovia, além dos blocos de concreto – os chamados “gelo baiano” –, nos dois primeiros quilômetros da rodovia. O risco está localizado entre o Supermercado Atacadão e o Trevo do Jardim Vitória.

“O problema da falta de acostamento é que, ao parar na pista para consertar o veículo, o motorista acaba provocando acidente. Afinal, quem vem atrás sempre esquece que pode encontrar um carro parado na pista”, observou um policial do Plantão Metropolitano da Capital, que já registrou vários casos fatais na MT-251.

O policial fez referência, especificamente, ao acidente ocorrido na ultima sexta-feira (13), à noite, quando o motociclista Zozimo Santos de Almeida, de 46 anos, e seu filho José Carlos de Almeida de 17, morreram, quando a moto em que viajavam bateu numa caminhonete que estava parada na pista. O acidente foi nas proximidades do Rio Claro, no Km 19 da rodovia.

No início do ano, o “gelo baiano” teria provocado a morte do funcionário da Infraero, José Laurito Medeiros, de 39 anos, que bateu sua motocicleta num dos blocos de concreto. Por pouco, a família toda não morre.

No inicio de dezembro, uma colisão entre uma picape Strada e uma Parati parada no acostamento resultou na morte do chef de cozinha Nelson Biancardini e no ferimento de mais cinco pessoas.

Nem mesmo o trecho de pista dupla – entre o Trevo do Jardim Vitória e o Trevo de Manso – resolveu o problema. Na madrugada de sábado (14), o jovem Edervaldo Silva Costa, de 22, morreu ao bater em um Corsa. Segundo as informações, ele estava na contramão.

O acidente mais grave, no entanto, ocorreu no dia 14 de março do ano passado, quando cinco pessoas morreram, justamente no trecho recém-duplicado, mas sem sinalização.

Na ocasião, um Fiat Uno capotou, após bater na lateral de um caminhão-caçamba, que fazia o contorno na pista dupla. A batida foi tão forte que o caminhão virou em 180º.

As vítimas eram funcionárias de uma empresa de construção da capital e seguiam para uma fazenda a 20 quilômetros de Chapada, para realizar um serviço.

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