Nilson Leitão requer UFMT no município de Canarana

Nilson Leitão elabora requerimentos que abordam as desordenadas demarcações e que alavancam a educação no interior do estado

Foto: MT Aqui

O deputado federal Nilson Leitão apresentou o requerimento n° 342/2014, que requer ao Ministério da Educação a instalação de campus da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) em Canarana, município localizado no Nordeste do estado, e que se ressente da falta de uma universidade, faculdade ou mesmo um campus universitário federal em seu território.

Canarana ocupa uma área de 10.834,325 km² e possui mais de 19 mil habitantes segundo o censo 2010 do IBGE. Seu IDHM é alto, o PIB é superior a R$ 365 mil e o PIB per capita mais de R$ 20 560,24 (IBGE/2008). Porém, mesmo sendo um município em ascensão, possui dificuldades de acesso a universidade, pois se encontra 800 km distante de Cuiabá.

“O pleito que fazemos ao ministro é que seja encaminhado às instâncias pertinentes no Ministério e na universidade para que a haja a expansão do saber e da cultura. Acredito firmemente que a ampliação das unidades universitárias poderá contribuir para a superação da falta de oportunidades de estudo no nível superior, formação para o trabalho e para um novo impulso ao desenvolvimento regional do Nordeste matogrossense”, explicou o parlamentar.

Demarcações desenfreadas

Outro requerimento apresentado por Leitão foi o de n° 525/2014, indicado na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e que solicita a realização de audiência pública para debater as consequências, medidas e atitudes tomadas com relação à desintrusão e a pós desintrusão dos moradores do Posto da Mata.

A área fica quase na divisa com o estado de Tocantins e foi homologada em 1998 por decreto presidencial. Há aproximadamente um ano, o Ministério da Justiça ordenou que os moradores desocupassem suas casas e os produtores rurais deixassem suas fazendas.

A gleba Suiá-Missú, que era a área mais produtiva de Alto Boa Vista, está com grande parte dos agricultores e pecuaristas endividados. A região representava 73% da produção agrícola do município e agora não possui nenhuma produção.

“Recentemente a Secretaria de Direitos Humanos admitiu que a desocupação não foi feita da melhor forma e que houve violação dos direitos humanos. O caso Suiá-Missù deve servir de exemplo para que não ocorra o mesmo em outros processos de demarcação de terras indígenas. São muitas famílias que estão passando sérias necessidades, que estão em completo estado de miséria e precisam de solução para esse conflito”, diz Leitão.

Ambos os requerimentos irão passar por apreciação nas referidas comissões onde serão submetidos à votação.

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