No “Dia do Educador”, Sindicato espera acordo intermediado pelo MPE para acabar com greve de 63 dias

O Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) se reúne com representantes do Ministério Público do Estado (MPE) e da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) para avançar na proposta apresentada pelo Governo. O encontro será  às 16h na Seduc e foi marcado a partir de uma reunião realizada na tarde desta segunda-feira (14) na Sede das Promotorias da Capital com intermediação do promotor de justiça e Cidadania Miguel Slhessarenko. Hoje se comemora em todo o Brasil o “Dia do Educador”.
Em uma grande mesa, com membros do Sintep/MT, Seduc, o MPE conduziu a reunião aberta à imprensa.  Miguel destacou a intenção de mediar um entendimento entre a categoria e o governo para solucionar o impasse diante das propostas repetidas feitas pelo Executivo e que não avançam na pauta reivindicada pelos trabalhadores.
Inicialmente Miguel pontuou que  a educação é importante para a sociedade e neste momento em que a paralisação geral atinge 63 dias, o diálogo da conciliação se torna imprescindível para evitar maiores prejuízos.
A secretária de estado de educação Rosaneide Sandes afirmou que o projeto de lei com a proposta inicial do governo foi encaminhado ao Legislativo e há abertura para o diálogo. Quando pontuou os itens da pauta de reivindicações, ela admitiu que a hora-atividad, como direito previsto em lei em Mato Grosso, não está sendo concedido a todos os trabalhadores, sendo apenas concedido hoje aos efetivos. Ela também reafirmou a proposta que já havia sido feita, de implementar o reajuste para dobrar o poder de compra do salário a partir de maio de 2014 e terminou sendo questionada pelo promotor.
“Será que não temos como avançar para março ou janeiro esta proposta de reajuste?”, perguntou o promotor Miguel. A secretária Rosaneide disse: “Não é por causa de um ou dois meses que vamos emperrar o processo”.
O presidente do Sintep/MT Henrique Lopes do Nascimento falou posteriormente iniciando com a falta de autonomia da Seduc, que ficou explícito durante o processo de greve. Henrique destacou que somente aos 38 dias de paralisação o governo apresentou oficialmente a primeira proposta e que contradizia o posicionamento do próprio governador Silval Barboza (PMDB) com a direção do Sintep/MT. “Se a gente tivesse a autonomia da Seduc nós poderíamos ter avançado, como prevê o artigo 69 da LDB (Lei de Diretrizes Básicas da Educação)”.
Henrique continuou dizendo que é fundamental que sejam corrigidos os desvios de finalidade na folha da educação, o que já foi reconhecido pelo próprio governador. A inclusão de pagamento de aposentadorias e servidores vinculados a outras pastas de governo prejudicam honrar os investimentos da Seduc.  Com isso, o presidente do Sintep/MT afirmou que é possível implementar a política de dobrar o poder de compra e conceder a hora-atividade aos interinos

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