NOVA XAVANTINA : Quebra na safra pode inibir crescimento do setor em Nova Xavantina, diz Endrigo Dalcin

A quebra de cerca de 22% na safra de soja 2.012/2013 pode inibir o crescimento do setor em Nova Xavantina e no Vale do Araguaia, disse nesta segunda feira, 22, o engenheiro agrônomo Endrigo Dalcin, especializado em assistência técnica e consultoria em agricultura na região.

 Endrigo apontou os números que explicam a previsão no município: no total da área plantada de 54.800 ha, a produtividade esperada era 50 sacas por hectare, o que não aconteceu, e sim, 39 sacas por hectare. Ou seja, uma queda de 22%, ou, de 602.800 sacas, o que traduzindo em valores, ao preço médio calculado em R$ 45,00/saca, significa menos R$ 27. 126.000,00 circulando na cidade.

 A previsão é que esta queda se reflita em toda a cadeia produtiva, como o comércio de insumos, defensivos, sementes, máquinas, tratores e implementos agrícolas, setor que vinha em plena expansão, diante da possibilidade de se transformar áreas degradadas da região, em solo fértil para o plantio.

 Dentre as causas da quebra, segundo Endrigo, o fator climático é o principal, já que as chuvas caíram ora em excesso, ora faltando, o que prejudicou os produtores, além de produzir soja avariada acima do normalmente previsto, com excesso de umidade ou deformada. Tal fato gera um problema adicional no processo de escoamento da produção, já que o excesso de umidade por exemplo, faz com que o produto tenha que passar por tratamento nos  armazéns de estocagem (secagem), o que prolonga sua estadia nos galpões, emperrando ainda mais o processo.

 O engenheiro concluiu que a esperança agora é o resultado da safra americana, que começa a ser plantada em maio próximo, para ser colhida em setembro, o que determina a alta ou baixa do preço do produto no Brasil. Ele e mais vinte produtores de Nova Xavantina e do Vale do Araguaia seguirão para os Estados Unidos em setembro, para acompanhar pessoalmente todo o processo. Folha do Araguaia

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