“O tempo para nós, é diferente daqueles que estão sofrendo”, diz Incra para desabrigados da Suiá Missú

O diretor de Ordenamento da Estrutura Fundiária do Incra, Richard Torsiano, reconheceu os problemas apontados na audiência pública.

Sem uma solução pragmática, o Instituto Nacional de Reforma Agrária (Incra), reconheceu durante audiência pública em Brasília, na Câmara Federal que o governo não tem dado a devida a atenção para os ex-moradores da Suiá Missú, porém não apresenta nenhuma solução, apenas palavras doces de consolo. 

O diretor de Ordenamento da Estrutura Fundiária do Incra, Richard Torsiano, reconheceu os problemas apontados na audiência pública, mas disse que o governo está empenhado em solucionar essa situação.

Ele afirmou que o Executivo está repassando R$ 300 mil para a prefeitura de Alto da Boa Vista construir estradas e liberando R$ 3.200 para cada família como crédito inicial de fomento. Torsiano também afirmou que os recursos para construção das moradias já estão autorizados e liberados.

No entanto, o representante do Incra reconheceu uma obviedade, “o tempo para nós, que estamos nos gabinetes com ar condicionado em Brasília, é diferente do tempo daqueles que estão sofrendo”.

Já o deputado, Nilson Leitão (PSDB) foi mais emblemático, e disse que o governo primeiro tira as pessoas da terra, depois busca soluções que demoram um século, e no fim as pessoas ficam morando em favelas rurais, “temos que mudar as políticas públicas de demarcações de terras indígenas, pois quem sofre é o produtor que antes tinha como produzir e ter seu sustento, hoje é um devedor do Banco, e por fim um favelado rural sem condições de viver”, diz. Agência da Notícia

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