Operação da Polícia Civil apreende 256 computadores roubados e vendidos em lojas de MT

Duzentos e cinquenta e seis computadores, entre notebook e CPU’s, foram apreendidos na rede de lojas do Grupo Rio Moveis, em 20 municípios do Estado de Mato Grosso, na operação “QBex”, deflagrada na manhã desta quinta-feira (06.03), pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública(Defaz) e delegacias da Diretoria de Interior, da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, para cumprimento de 22 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara de Crime Organizado, da Capital.
O grupo é suspeito de comercializar computadores roubados no estado de Goiás, no ano passado. A denúncia foi repassada a Polícia Judiciária Civil por meio da Diretoria de Inteligência, depois que a Polícia Civil de Goiás prendeu uma quadrilha de roubos e descobriu que a mercadoria estaria sendo comercializada em Mato Grosso.
De acordo com as investigações, mais de 600 computadores avaliados em cerca de R$ 1 milhão, roubados em Goiás, estariam sendo vendidos em lojas espalhadas pelo Estado de Mato Grosso. Durante as buscas em uma loja, no bairro CPA,  em Cuiabá e três na cidade de Várzea Grande, equipes comandadas pelos delegados Liliane de Souza Murata Costa e o titular da Fazendária, Carlos Fernando da Cunha Costa, apreenderam 89 computadores. “Os computadores não têm número de série, mas tem uma configuraração exclusiva para a venda alvo do roubo em Goiás”, disse o delegado Carlos Cunha.
No interior, a maior apreensão aconteceu em Sinop, pela equipe do delegado Carlos Eduardo Muniz. Foram 100 computadores (65 notebook e 35 CPU) encontrados em uma
loja da empresa de venda de móveis e eletrodomésticos. As demais apreensões ocorreram nas cidades de Lucas do Rio Verde (18), Nova Bandeirante (7), Monte Verde (10), Paranaíta (3), Marcelândia (1), Itaúba (9), Peixoto de Azevedo (10), Matupá (14), Aripuanã (8), Juara (7), Contriguaçu (6), Juruena (10), Sorriso (12), Nova Canaã do Norte (15), Matupá (14), Alta Floresta (5), Carlinda (2), Tabaporã (4) e Colíder (1), onde fica a sede do grupo.
O delegado presidente da investigação, Rogers Elizandro Jarbas, informou que toda a apreensão será encaminhada à Delegacia Fazendária, em Cuiabá, com logística específica, e os computadores submetidos à perícia. “As demais ações de crimes patrimoniais, o roubo, e os crimes fiscais, a sonegação fiscal, serão desencadeadas nos próximos dias”, disse o delegado, que realizou buscas na cidade de Colíder, onde fica a matriz do grupo e o depósito de distribuição.
O delegado Carlos Fernando da Cunha, disse que a investigação foi repassada a Fazendária devido sua atribuição estadual, já que a maioria das lojas está no interior de Mato Grosso. O delegado explicou que por ser a mercadoria de origem ilícita as notas fiscais emitidas com a venda dos computadores também são “ideologicamente” falsas. “A nota é materialmente verdadeira, mas o conteúdo dela ‘ideologicamente’ falso”, declarou.
Cunha também disse que não houve pedido de prisão até o momento e na continuidade das investigações elas poderão ocorrer. Os responsáveis pela aquisição da carga roubada poderão ser indiciados nos crimes de receptação e sonegação fiscal. “Essa é uma ação em conjunto com a diretoria do interior”, finalizou o delegado Carlos Cunha.
Participaram das buscas os delegados, com respectivas equipes, Albertino Félix de Brito Junior (Aripuanã), Gilson Silveira de Carmo (Nova Bandeirantes e Monte Verde), Arnon Osny Mendes Lucas (Paranaíba), Pablo Borges Rigo (Itaúba e Marcelândia), Edson Artur Teixeira Peixoto (Peixoto de Azevedo e Matupá), Angelina Andrade (Lucas do Rio Verde), Carlos Henrique Engelmann (Juara), Marcelo Mello de Laet ( Contriguacu e Juruena), Marcel Gomes de Oliveira (Carlinda e Alta Floresta), Walter Mello (Sorriso), Sylvio do Vale Ferreira Junior (Nova Canaã do Norte), Antônio Góes de Araújo (Guarantã do Norte) e Colíder (Rogers Jarbas). Assessoria/PJC-MT

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