Oposição calcula que Silval Barbosa vai deixar quase R$ 8 bilhões em dívidas para o sucessor

Os investimentos cantados em prosa e verso pelo governador Silval Barbosa (PMDB) como principal legado da Copa do Pantanal Fifa 2014 para a população de Mato Grosso devem resultar em endividamento recorde, entre R$ 7 bilhões e R$ 8 bilhões, segundo cálculos de parlamentares da oposição. Há críticas também sobre o que a oposição chama de “falta de transparência” na aplicação dos recursos.

Somente os empréstimos para o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), R$ 1,4 bilhão; e o MT Integrado, no valor de R$ 1,22 bilhão, já superam R$ 2,5 bilhões.

“Eu ainda não tenho um estudo preciso sobre o tema, porque alguns dados são conflitantes. Mas sei que a herança ficará para as futuras gerações pagar esses empréstimos”, afirma o senador Jayme Campos (DEM), com a experiência de quem foi governador e três vezes prefeito de Várzea Grande.

“Desejo que aponte apenas um investimento de envergadura que não seja realizado com recursos obtidos em financiamento. Apenas um”, provoca o deputado federal Nilson Leitão, presidente estadual do PSDB. Os tucanos aguardam um estudo técnico, coordenado pelo economista Paulo Ronan Ferraz Santos e outros notáveis de alta plumagem, para promover um seminário sobre a dívida de Mato Grosso, no segundo semestre deste ano. A data não está definida, mas deve ocorrer em um hotel da Capital, para organizações sociais, imprensa e líderes políticos e dirigentes partidários.

A maior parte dos recursos do Estado são destinados à mobilidade urbana na Capital e Várzea Grande, principalmente Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), trincheiras e viadutos. “O correto seria a maior parte dessas obras deveriam ter sido executadas com recursos do Fethab”, cutuca o prefeito Percival Muniz (PPS), de Rondonópolis, referindo-se ao Fundo Estadual do Transporte e Educação (Fethab).

Nilson Leitão resolveu dividir com a Assembleia Legislativa de Mato Grosso a responsabilidade pelo endividamento do Estado  e lamentou a falta de transparência na aplicação dos recursos. “É certo que quem opera os recursos seja o Executivo. No entanto, quem tem a chave do cobre [para autorizar empréstimos] é o Legislativo. E pelo que soube sequer houve discussão, antes de se aprovar os financiamentos”, pontua. Olhar Direto

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