Pais de jovem assassinada a mando do marido acompanham júri e clamam por Justiça

Os pais de Nayara Pereira Quintino, Osvaldo Quintino e Eurides Pereira Carvalho, estão em Querência para assistir o julgamento de Washington Luís Pereira Martins, acusado de ajudar a torturar e matar a esposa juntamente com acusado Jhonatan Rodrigues de Souza. Os dois estão presos, porém por estratégia de defesa Washington pediu o desmembramento do processo, ele nega o crime.

Nayara foi morta, em novembro de 2011, segundo o Ministério Público (MP), de forma cruel após seis horas de torturas e estupros em que Jhonatan confessou participação e disse que foi contratado por Washington. A jovem que era muito bonita e conhecida em Querência foi levada para uma casa abandonada e amarrada numa cama onde foi abusada e depois asfixiada com uma sacola plástica.

Só que Nayara, segundo os médicos legistas, não morreu durante o estrangulamento e ainda sofreu mais seis horas agonizando até a morte. Toda perversidade narrada no processo, segundo MP, seria por causa de ciúmes de Washington de uma suposta traição de Nayara e Jhonatan participou porque era afim da jovem e se sentia rejeitado por ela.

Dona Eurides disse que nada daria o direito de Washington premeditar a morte da filha e por isso acredita na condenação dele. “Está no processo que foi encontrado um preservativo com sêmen dele no local do crime e mancha de sangue da Nayara no bolso da calça que ele estava usando”, conta.

A mãe de Nayara lembra com tristeza a frieza dos acusados que ainda ligaram para ela dizendo que a jovem estava sumida. “Se eles tivessem compaixão contassem para alguém que a minha filha estava machucada e amarrada numa casa de tábua quem sabe ela estaria aqui comigo hoje e por isso espero por justiça”, frisou.

Nayara morava há três anos com Washington e os dois se conheceram durante futebol de final de semana e passaram a namorar e logo estavam morando juntos. Em Querência não se fala em outra coisa a não ser o julgamento de Washington. Para segurança de todos, o capitão Morais informou que a PM irá reforçar a segurança no Fórum e a previsão é que o Júri Popular venha durar até dois dias.

Sonho de fazer uma faculdade

“Eu chamei minha filha para morar comigo em Goiânia, mas ela tinha medo de cidade grande. Ela diz que queria primeiro conquistar as coisas e depois sonhava em fazer faculdade de administração”, diz a mãe de Nayara.

Dona Eurides conta que no Brasil a cada 15 minutos um homem acusado de violência contra a mulher é solto no país porque conseguiu pagar advogado para se defender, porém ela espera que isso não venha acontecer no Caso Nayara e que o Ministério Público e o Poder Judiciário façam o papel deles.  Via Olhar Jurídico

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