Papa Jorge Mario Bergoglio, da Argentina, se chamará Francisco I

Filho de italianos, o argentino Jorge Mario Bergoglio, de 76 anos, passou a maior parte de sua vida pastoral em seu país natal. É formado em farmácia e ensinou literatura, filosofia, psicologia e teologia antes de se tornar arcebispo de Buenos Aires em 1998. Tornou-se cardeal em 2001, quando o país vivia o caos na economia.

Com a ação concentrada na promoção social, Bergoglio também se focou nos esforços para restabelecer a reputação de uma Igreja que perdeu muitos fiéis na ditadura.

Na época, os religiosos sofriam críticas por não desafiarem abertamente um regime que matou e torturou milhares de argentinos.

Tornou-se uma voz respeitada, mas que não encontrou muita ressonância nos governos do casal Kirchner. A Argentina se tornou o primeiro país latino-americano a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Bergoglio foi duramente criticado por Cristina Kirchner quando disse que crianças adotadas por casais gays eram discriminadas. A presidente comparou os discurso dele aos dos tempos medievais e da inquisição.

Humilde, vive sem ostentação, cozinha as próprias refeições e usa o transporte público. Rumo ao Vaticano, Bergoglio agora vai sofrer a mais radical das mudanças e terá que adaptar seu jeito simples de ser à pompa e formalidade que cercam o chefe da Igreja.

Responder

comment-avatar

*

*