Parte da obra da Arena Pantanal é interditada após morte de operário

Trabalhador de 32 anos morreu nesta quinta-feira após descarga elétrica.
MTE pediu documentação e informações da empresa sobre o operário.

As atividades de manutenção e intervenção no sistema elétrico da Arena Pantanal, em Cuiabá, foram interditadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta sexta-feira (9). A medida, segundo o MTE, foi feita provisoriamente por conta da morte do operário Muhammad’Ali Som Alerrandro Paolo Nicholas Poseidon Maciel Afonso, de 32 anos. O trabalhador morreu nesta quinta-feira (8) após receber uma descarga elétrica enquanto fazia a manutenção do setor leste da Arena.

A assessoria da Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa) informou que as demais operações nas áreas do estádio continuam normalmente. A preocupação da pasta é a finalização da instalação das cadeiras da Arena Pantanal. As informações de que Muhammad não usava equipamentos de segurança necessários para o desempenho da função e não teria a capacitação necessária, também estão sendo investigadas pelo órgão.

Ainda de acordo com o MTE, a interdição vai permanecer até que a empresa responsável pelo serviço comprove que existe segurança operacional para as atividades dos outros operários nesse setor.

“Todo tipo de serviço de manutenção e intervenção no sistema elétrico está suspenso. Já pedimos para a empresa a documentação do operário para comprovar se ele era ou não habilitado para trabalhar como eletricista”, relatou o chefe de fiscalização da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Mato Grosso, José Almeida.

No local onde o trabalhador morreu os fiscais do MTE encontraram apenas um capacete, botas e um óculos. “Também foi pedido que mostrem o documento que comprove que foram entregues esses acessórios de segurança ao operário”, completou Almeida.

A Etel Engenharia, empresa terceirizada na obra de construção do estádio Arena Pantanal, afirmou que o operário estava apto a exercer a função de eletricista, já que recebeu treinamento específico. A empresa também negou a falta de equipamentos adequados.

De acordo com a Polícia Técnico-Científica (Politec), a vítima apresentava marcas características de queimadura por choque de corrente elétrica entre o dedo indicador e o médio da mão esquerda. A princípio a causa da morte foi o choque, porém, o operário também cortou a cabeça ao bater contra o solo. O laudo só deve sair daqui a 30 dias.

A Polícia Civil informou que o delegado Antônio Esperandio, Segunda Delegacia de Polícia de Cuiabá, irá conduzir as investigações. No entanto, o início dos depoimentos ainda não foi definido pela unidade. G1.MT

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