Pavimentação irregular entre Guarantã e Novo Progresso

Já para 2014 espera-se que três milhões de toneladas saiam pelo norte, pela BR-163. Ascom Aprosoja

O foco da comitiva Estradeiro BR-163, na terça (19), foi o trecho entre Guarantã do Norte, em Mato Grosso, e Novo Progresso, no Pará. Dentre os 322 quilômetros percorridos na rodovia federal, 28 ainda não possuem pavimentação e, alguns trechos concluídos no final de 2010, já necessitam de reparos.

Entre os dois municípios, estão localizados cinco lotes licitados em 2008, que estão sob a responsabilidade de diferentes empresas. O primeiro, com 54 quilômetros, do 9º Batalhão Engenharia Construção (BEC), já está concluso, assim como os 71 quilômetros da empreiteira JM e os 67 quilômetros da CONTERN. Já dos 102 quilômetros do consórcio CAL, na região da Serra do Cachimbo, 14 ainda aguardam pavimentação e a construção de uma ponte.

O trecho de responsabilidade da empreiteira Três Irmãos é o mais complicado, com obras sem regularidade. Os 68 quilômetros são recortados por pedaços com pavimentação, outros em terraplanagem, e outros ainda em escavação. “Somando, há 14 quilômetros do trecho sem pavimento, algumas porções com asfalto antigo, e uma recente ainda sem sinalização”, explica Edeon Vaz, diretor executivo do Movimento Pró-Logística.

A necessidade de adicionar outros seis centímetros de massa asfáltica em trechos já prontos também foi pontuada pelo diretor executivo. Segundo ele, estudos da Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja) e Instituto Mato-grossense Economia Agropecuária (Imea), já mostraram que com o volume de carga que passará pela BR-163 nos próximos anos a rodovia será deteriorada. “Toda a BR-163 precisa de um reforço. O projeto inicial previa uma pavimentação com espessura de 12 centímetros, mas as obras foram licitadas com menos para reduzir custos.”

Volume de grãos – Já para 2014, Aprosoja e Movimento Pró-Logística esperam que 3 milhões de toneladas saiam pelo norte, pela BR-163. Destas, 800 mil toneladas pela rodovia federal até Santarém, e outras 2,2 milhões de toneladas fazendo o transbordo na ETC da Bunge, no distrito de Miritituba, e seguindo via hidrovia até Santarém.

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