Pecuarista é condenado a 40 anos por envenar amante grávida em MT

Réu foi julgado pelo Tribunal do Júri nesta quarta-feira (4).
Vítima teria exigido ajuda financeira de pecuarista após gravidez.

Um pecuarista de 33 anos foi condenado a 40 anos e dois meses de prisão em regime fechado pela morte de uma mulher com quem mantinha um relacionamento extranconjugal, em 2010. Ela estava grávida e morreu após ser obrigada a ingerir veneno. Além do pecuarista, o sobrinho dele, na época menor de idade, também foi condenado a mais de 30 anos de detenção por participação no crime, ocorrido na casa da vítima, em uma chácara na zona rural de Jangada, a 82 quilômetros de Cuiabá.

Eles foram julgados pelo Tribunal do Júri nesta quarta-feira (4), no Fórum da Comarca deRosário Oeste, a 133 km da capital. Os dois, porém, negaram a autoria do crime, mas foram considerados culpados após análise dos depoimentos de um casal de idosos que testemunharam o crime e, por conta disso, foram mantidos em cárcere privado pelos três acusados. O outro réu, que é primo do pecuarista, confessou a autoria do crime, no entanto, como era representado pelo mesmo advogado dos outros acusados, teve o julgamento adiado para o próximo dia 10 de outubro.

A vítima, que trabalhava como garçonete na cidade, estava grávida de seis meses quando foi assassinada. Segundo consta no processo, após ficar grávida, ela começou a exigir ajuda financeira do acusado, que era casado com outra pessoa. Os três homens teriam ido até a casa da vítima na noite do dia 30 de junho de 2010. Os dois supostos comparsas do pecuarista entraram na residência com o pretexto de conversar sobre o apoio financeiro que ela solicitava, enquanto ele aguardou do lado de fora, e forçaram a vítima a ingerir veneno. Eles deixaram o local depois de certificarem que a vítima estava inconsciente.

Enquanto envenenavam a garçonete, os acusados mantiveram reféns o casal que era caseiro da chácara e os ameaçou com arma de fogo para que não contassem a ninguém a cena que tinham presenciado. Por conta do envenenamento, o bebê que ela esperava também morreu.

Os três acusados foram presos em 2011, meses após o crime, e cumprem pena na cadeia pública do bairro Capão Grande, em Várzea Grande, região metropolitana da capital. Eles pediram à Justiça a transferência para a cadeia pública de Rosário Oeste, mas a solicitação foi negada. G1.MT

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